“Três meganegócios devem agitar o setor elétrico brasileiro no primeiro semestre do ano e movimentar cifras superiores a R$ 35 bilhões. Em jogo estão os controles da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), da Brasiliana (dona da Eletropaulo e da AES Tietê) e da segunda usina do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, Jirau.
Os negócios podem mudar a cara do setor, que passaria a contar com novos grupos na liderança da distribuição e geração de energia. Quem comprar a Cesp, por exemplo, levará a terceira maior produtora de eletricidade do País. No caso da Brasiliana, levará a maior distribuidora da América Latina, a Eletropaulo. Além disso, quem arrematar Jirau terá em mãos o maior empreendimento em construção na área de geração, com 3,3 mil megawatts (MW).
A expectativa do mercado é de que a geradora do Estado de São Paulo seja a primeira a ser vendida, possivelmente em março. O preço inicial deve ficar em R$ 45 por ação, o que significaria R$ 14 bilhões pela companhia. Mas, segundo fontes, o preço poderia chegar a R$ 60 por ação, elevando o total para mais de R$ 20 bilhões.”
Renée Pereira, O Estado de São Paulo
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