Ganhos reais para trabalhadores

"Inflação em baixa e economia aquecida garantem aos trabalhadores não só a reposição das perdas salariais mas também ganhos reais de até 3%. Tendência verificada desde 2006, a prática se consolida neste ano e deve continuar em 2008, embora, para alguns analistas, com ganhos reais menores.

Representantes dos trabalhadores, das empresas e economistas são unânimes em reconhecer que tais reajustes não alimentam a inflação.

- São três os pilares que sustentam esses aumentos - disse o surpervisor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre de Oliveira. - Os baixos patamares da inflação, o crescimento econômico como um todo e a própria ação dos sindicatos, que estão mais organizados e mais fortes. Se esse cenário positivo se mantiver, estaremos cada vez mais próximos de 100% dos acordos salariais que, pelo menos, zerem a inflação. No primeiro semestre, restaram 3% dos reajustes abaixo do INPC.”
Juliana Elias, Fernando Ribeiro e Ana Carolina Saito, Jornal do Brasil
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Comentários

Anônimo disse…
O que os jornalistas se esquecem, ou não deram conta, é que estes ganhos vêm ocorrendo desde a implantação do Plano Real em 1994. Ou são muito novos para lembrar ou não fizeram o dever de casa antes de escrever a reportagem.
Anônimo disse…
O Plano Real foi responsável pelo desemprego de milhões de trabalhadores. Só de bancários a conta passou de 250.000. Algumas categorias ficaram até sete anos sem reajuste salarial. O des-governo tucano-pefelista tentou de todas as formas quebrar as organizações sindicais. A desmoralização das organizações sindicais é uma das condições fundamentais para a instalação das políticas neo-liberais. Aliás, a expressão "dever de casa" surgiu nos discursos pós-consenso de Washington onde a ORDEM era atender os interesses do Império na abertura escancarada dos mercados de cada país (menos dos grandes centros capitalistas, é claro), tornar irrelevante o conceito de fronteiras nacionais e, dentre outras mazelas, inteferir fortemente nos programas educacionais e manifestações culturais (a OMC esteve, ou ainda está, por trás disto) dos paises da periferia capitalista.

O jornalista Aloysio Biondi em seus artigos questionava o então ministro FHC a respeito de seu aparente estímulo a uma inflação que piorava a cada dia. Quando a inflação chegou a um ponto insuportável, o então ministro surgiu com o "dever de casa". Congelou salários e preços durante algum tempo. Logo em seguida, manteve os salários congelados por vários anos e deixou o empresariado deitar e rolar. No "catecismo" do Milton Friedmann está a dica para o início do processo neo-liberal. A sugestão era levar o povo a limites insuportáveis até fazer com que êle aceitasse qualquer coisa, principalmente doação do patrimônio público para salvar a economia do país e compra de votos para reeleição.
Anônimo disse…
Como funcionário do BB você sabe muito bem que o desemprego no setor se deveu a informatização, com os caixas eletrônicos e operações via internet. Portanto não me venha distorcer os fatos.

Quanto a ordem de Washington, onde estão as provas de "ordem" de Washington? Isto é mais fruto de uma mente doentia, que vê tudo como uma grande maquinação dos ianques e dos homenzinhos verdes de Marte.

Suas afirmações sobre Milton Friedman provam que você nunca leu nada do que ele escreveu, e se leu não entendeu nada, o que Não é de se admirar.

Se o Plano Real fosse tão ruim, não teria acabado com a inflação e o governo Lula não teria dado continuidade a ele com a nomeação do tucano Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central, nem Delfin Neto teria afirmado que "Lula salvou o capitalismo"

O que te falta é honestidade intelectual.