“Se depender do número de polêmicas que tem gerado, a nova TV pública do governo vai ser um sucesso. Mas, na verdade, o cenário não é bem esse.
Apesar da reconhecida seriedade do Ministro Franklin Martins e das boas intenções dos profissionais que está nomeando para gerir a nova TV, são muitas as dúvidas que pairam no ar com questões que só serão mesmo respondidas quando a TV estiver funcionando. Por enquanto, ninguém sabe direito o que vai acontecer.
Nesse quadro, a meu ver, a questão editorial é a mais séria. Não há dúvida de que o governo precisa de um canal de comunicação forte para enfrentar os grandes jornalões e poderosas redes de TV reconhecidamente voltados para interesses pessoais e/ou politicos. A mídia na mão de empresários de caráter duvidoso dispõe de ferramentas para ameaçar, acuar e até chantagear o governo , editando a informação da maneira que mais lhe convenha, deixando de lado os sagrados princípios de um jornalismo sadio e independente.
Claro, que essa mesma regra tem que valer também para a TV pública. Há uma expectativa, sobretudo entre os formadores de opinião, sobre sua linha editorial. Terá ela um caráter independente ou será apenas uma TV chapa branca? A jornalista Tereza Cruvinel, que vai mandar no pedaço, avisa que um conselho de quinze membros, sem nenhuma ligação com o governo, zelará pela independência do novo canal. Uma espécie de ombudsmans, imagino. A idéia desse comitê é louvável, a pergunta que fica no ar é : - será que eles serão tão independentes, sabendo-se que foram nomeados pelo governo?”
Eliakim Araujo, Direto da Redação
Artigo Completo, ::Aqui::
Comentários