“Criada há quase 70 anos para treinar e qualificar mão-de-obra para as empresas privadas, a estrutura do chamado sistema "S" anda com os cofres cheios. De janeiro a setembro deste ano, as entidades que o compõem receberam R$ 9,82 bilhões, cerca de 30% mais do que as receitas obtidas nos mesmos dez meses do ano passado, quando somaram R$ 7,41 bilhões. Em 12 meses, encerrados em setembro, a receita está acumulada em R$ 12,2 bilhões.
Os dados são da Previdência Social, que presta o serviço de arrecadar e repassar o dinheiro ao Sesi/Senai, da indústria, ao Sesc/Senac, do comércio, ao Sest/Senat, do transporte, ao Senar, da agricultura, e ao Sebrae (apoio aos pequenos e microempresários). Há outras quatro entidades - sem o "s" inicial - ligadas aos setores de portos, aeronáutica, cooperativas e ao salário-educação.
A estrutura virou motivo de bate-boca entre governo e empresários. Uma proposta do Planalto para negociar a prorrogação da CPMF é pelo menos reduzir as alíquotas - que variam de 1% a 3% - que incidem sobre a folha de salários das empresas para financiar o sistema "S".
Tribuna da Imprensa
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