Para o Brasil, nada

A aquisição do Real pelo Santander é mais um capítulo da abertura do setor bancário, iniciada na década de 1990, acirrando um processo de concentração que fez muito bem aos bancos, muito mal aos empregos, muito pouco pelos clientes e nada pelo crescimento do Brasil


No domingo à noite, após o Grande Prêmio de Fórmula 1 que decidiu o campeonato de 2007, um grupo de executivos espanhóis andou pela cidade de São Paulo com um largo sorriso nos lábios, apesar da derrota do compatriota Fernando Alonso. Em sua primeira viagem ao Brasil depois que o consórcio de bancos formado pelo Santander, RBS e Fortis comprou o ABN Amro Bank, o presidente mundial do Santander, Emilio Botin, não tinha do que reclamar: obteve as operações brasileiras do Real, dobrou seu volume de ativos no Brasil e pulou da sétima posição no ranking geral dos bancos para a terceira, à frente do Itaú e apenas 20 milhões de reais atrás do Bradesco, o segundo.


Mais um capítulo da abertura iniciada na década de 1990, o episódio ilustra dois pontos que vêm acompanhando a história do setor financeiro nos últimos 15 anos: o avanço da participação estrangeira e o forte crescimento da concentração bancária, que acirra o apetite entre os concorrentes por novas fusões, mas não traz grandes vantagens para os clientes. Ao contrário, a concentração aumenta o poderio das instituições.”
Roberto Rockmann, Revista do Brasil
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Comentários

Anônimo disse…
As instituições financeiras acham o Brasil um paraíso, o lucro aqui é fantástico!
O serviço que oferecem é de péssima qualidade, o cliente já é cercado na entrada para a "triagem" que é uma maneira do banco mandar gente humilde para a concorrência se virar!
E tem a porta giratória que é para " nossa própria proteção" uma fonte de humilhação onde seguranças com complexo de poder exercem toda sua autoridade, principalmente com pessoas simples.
Hoje com o uso cada vez maior dos cartão de débito, os bancos e instituições financeiras estão virando " sócios" de toda atividade comercial do país, desde quitanda e o taxi até shoping e os hotéis. Antes cuidaram para que o cheque virasse uma coisa arriscada , dando talões para qualquer um, para depois oferecer ao comercio a facilidade do cartão, e o comerciante agradecido tem que aceitar ou está fora do mercado!