“O "Globo" de domingo (28/10) traz duas matérias sobre criminalidade e violência, bastante diferentes no enfoque, e com destaques ainda mais diferentes.
A principal chamada de capa é para uma reportagem que ocupa várias páginas, e que parece que continua hoje, sobre a participação de mulheres nas quadrilhas de tráfico a varejo baseadas nas favelas. É parte de mais uma "parceria" Globo/MV Bill/Celso Ataíde. Os globais Bill e Ataíde têm, aparentemente, presença garantida por muitos anos na grande mídia, graças à gigante do setor no Brasil.
A reportagem em si não traz muita novidade, não faz análise nem busca causas, fica na descrição entre pitoresca e "horrorizada". Mas insiste na correlação tráfico-crime organizado-favela. Então, mesmo não explicando grande coisa, quem a lê (e, brevemente, a verá, pois deve render uma série televisiva), levando em consideração o tamanho e o destaque da matéria, deve pensar que para "entender" e "buscar soluções" para o "crime organizado", é preciso estudar e colocar no foco a "favela" e o "tráfico" (a varejo).”
Maurício Campos, Fazendo Media
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