“A Folha perdeu as estribeiras. Ou a compostura. Arquivou a sutileza, o savoir-faire, botou para quebrar – já não esconde que deseja apenas fazer barulho. O jornal a serviço do Brasil assumiu o jornalismo-badalo, apelação. Recebeu o espírito da falecida irmã dos anos 60, a sensacionalista Folha da Tarde, e manda dizer que o esculacho está de volta.
No domingo (28/10), no alto da primeira página, sem provas, na base de uma informação policial off the record, o jornal acusou o padre Júlio Lancelotti de manter um relacionamento sexual com um ex-interno da Febem.
No dia seguinte, segunda-feira (29/10), também na primeira página, a Folhona ressuscita o Rolex roubado do televisivo Luciano Huck, agora com uma fanfarronada social de outra figura do baixo showbiz, o cantor e compositor Zeca Baleiro.
A cretinice progressista do rapper Ferréz deu o que tinha para dar e, sossegados os freqüentadores do "Painel do Leitor", os sensores do departamento de marketing indicaram que estava na hora de esquentar o jornal novamente.”
Alberto Dines, Observatório da Imprensa
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