“Executivos da empresa podem ser presos e ter os bens levados a leilão; quarenta pessoas já haviam sido detidas
A Operação Persona, que prendeu funcionários da Cisco no país, pôs em dúvida até que ponto vai a responsabilidade dos executivos de uma empresa em casos de crimes do colarinho branco ou fraudes.
No dia 16 de outubro, foram presos quatro funcionários da Cisco, incluindo seu presidente no país, Pedro Ripper, e o homem que trouxe a empresa para o Brasil, Carlos Carnevali. Três foram soltos e um, Carnevali, continua preso. Quarenta pessoas foram detidas para desmontar um esquema de fraudes no comércio exterior que teria causado prejuízo de R$ 1,5 bilhão em impostos sonegados durante cinco anos.
“Hoje, quando lavra um auto de infração, o Fisco federal inclui todos os diretores de uma empresa”, explica Waldir Luiz Braga, presidente da Braga & Marafon Advogados e Consultores. No caso de uma sociedade anônima, verifica-se a ata com o nome de todos os diretores. Se a empresa for uma limitada, são responsáveis os sócios-gerentes ou administradores. “Em caso de fraude, todos os nomes serão incluídos, e depois cada um será investigado.”
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