Códigos e sinais trocados

A massificação midiática da informação e da argumentação, e mesmo da expressão emocional e do gosto ampliaram, como nunca, a inversão. Nela, a parede é vermelha, mas repete-se à exaustão que é branca.


Se a realidade, que envolve e toca, pudesse ser sentida exatamente como ela é, a natureza humana tomaria outras dimensões. O que se vê, tateia e escuta é aquilo que parece ser, de acordo com as capacidades e as limitações sensórias possuídas. Por isso, as visões que temos dependem do que se é. Em suma, isto está em função das características e capacidades desenvolvidas ao longo de uma história social e pessoal de vida, e de acordo com nossas potencialidades congênitas. Estes sentidos dependem muito do momento histórico vivido, das forças que se entrechocam no espaço e no tempo, e da vontade que se tem de compreender ou de não-compreender o que está em volta. Esta vontade não é natural, sendo também construída pelas mesmas forças.”
Luís Carlos Lopes, Crata Maior
Artigo Completo, ::Aqui::

Comentários