Falta alguém entre os 40

“Ao lado da informação, divulgada em badalada pesquisa (Combate à Corrupção Eleitoral: 623 cassados entre 2000 e 2006), que revela a presença do DEM e do PSDB entre os partidos campeões em corrupção, e da reiterada informação de que o chamado “valerioduto” remonta ao ano de 1998, o aval ao (já antigo) indiciamento de 40 pessoas pelo STF faz repicar os sinos ante os mais lendários mistérios da chamada “CPI do Mensalão”.

E qual é o mais lendário desses “mistérios”? Sem nenhuma dúvida, o da estranha mas emblemática ocultação da grande fonte dos recursos movimentados (e até hoje tão “secreta” quanto as inconfidências de bastidores dos telejornais da TV Globo). O relatório da CPMI dos Correios, na parte que se refere a Daniel Valente Dantas e ao Grupo Opportunity, está nas mãos do Procurador-Geral da República, Antônio Fernando Souza.

Há uma expectativa sobre o posicionamento do PGR, a partir — especialmente — dos que consideram que a conta dos 40 indiciados, pelo seu sentido emblemático, está (artificialmente) fechada. É a idéia que foi se formando acerca de um número cabalístico no qual há um chefe supremo (e este só poderia ser o presidente Lula) e “seus quarenta ladrões”. Mas, para que se diga que não é Lula, de fato, esse “chefe supremo”, algumas questões terminais precisam de resposta pública.”
Luiz Carlos Antero, Vermelho.org
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