“Uma frase do gênio da pintura, Vincent Van Gogh, extraída de uma carta ao seu irmão Theo, dizia: “Os moinhos não mais existem, mas o vento continua”.
Transformou-se em um livro sobre a arte moderna e contemporânea, escrito pelo crítico e historiador paulista Rodrigo Naves.
O imortal artista referia-se à insatisfação popular que sacudia a França no fim do século 19. Talvez, inspirado na imensa quantidade de moinhos da sua terra natal, talvez uma metáfora ao célebre romance de Cervantes, Don Quixote de La Mancha. De qualquer maneira, reflete uma insatisfação sobre as forças poderosas da natureza que não podem ser canalizadas na ausência da serventia dos moinhos. Tomo a liberdade de transplantar a afirmação do pintor para os tempos atuais e em especial à realidade da América Latina e do Brasil.
Quer dizer, os ventos das mudanças continuam a soprar, apesar das incursões conservadoras e desestabilizadoras da grande mídia conservadora nas Américas e no país, pautada pela insatisfação dos EUA, em relação aos rumos independentes que vão tomando corpo, com características diversas e particulares a cada nação, em nosso continente.”
Eduardo Bomfim, Vermelho.org
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