“Ah, essa grande dama que tanto freqüenta o aristocrático salão quanto visita a pobre favela para nos despertar para a vida e a liberdade
Minha primeira grande paixão foi Narizinho, a menina cor de jambo do Sítio do Picapau Amarelo. Eu não queria tomar o lugar de Pedrinho, seu companheiro de viagens, brincadeiras e correrias. Eu queria entrar na história, ser parte dela, conquistar a menina com minhas artes e feitos. Então eu reescrevia os livros. Dava uma mãozinha para o Monteiro Lobato, por assim dizer. Na minha imaginação, é claro.
É verdade que havia a Eliana, atriz das chanchadas da Atlântida. Nossa! Quanto ciúme eu tive do Anselmo Duarte, quanta inveja tive do Oscarito e do Grande Otelo, que contracenavam com ela... Mas a Eliana foi uma mera (mera?) aventura cinematográfica. Coisa de fim de semana. Paixão mesmo, foi a Narizinho. Paixão criança, que eu nunca esqueci, e a que sou fiel até hoje.”
Flávio Aguiar, Revista Brasil
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