"Não houve nenhuma idéia generosa e democrática no desmantelamento do Estado. Foram negócios lucrativos e, sobretudo, o aprofundamento monstruoso da submissão de nosso País". (Leonel Brizola, 7 de setembro de 2001)
É independente uma nação cujas riquezas estratégicas foram ou ainda estão saindo do controle efetivo do Estado, em proveito de grupos econômicos que só visam o lucro imediato, fácil e a qualquer preço?
Ou você acha um bom negócio essa farra com nossos minérios, a sub-reptícia internacionalização da Amazônia, o leilão de nossas bacias petrolíferas, a privatização de serviços essenciais, como a energia elétrica e as comunicações e, como corolário de tudo isso, a sujeição de nossa economia ao capital especulativo multinacional?
A proclamação da Independência, que já foi um ato oportunista e exótico do próprio herdeiro da coroa portuguesa, engendrou na nação nascente o DNA do pecado original. O Brasil, como nenhum outro país, assentou sua trajetória histórica sob o impulso das contradições, da farsa e da manipulação semântica.”
Pedro Porfírio, Tribuna da Imprensa
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