“O setor industrial passou a considerar a possibilidade de o Copom vir a reforçar a postura conservadora. A indústria considera como mais provável a redução do ritmo de corte da Selic essa semana e teme que, nas duas reuniões restantes, o Comitê interrompa a flexibilização ou passe elevar os juros básicos.
O fato que alimenta os receios dos industriais é como o Banco Central vai reagir à alta de alguns preços, ao comportamento mais volátil do câmbio e aos desdobramentos da crise de crédito dos Estados Unidos na economia mundial e na demanda doméstica.
Frente à probabilidade de um encurtamento do ciclo de flexibilização da política monetária, o recado dos industriais é que uma eventual interrupção da queda da Selic seria uma sinalização negativa que pode arrefecer o ímpeto da iniciativa privada em fazer investimentos na ampliação da capacidade instalada.
"Se cada vez que o país começa a expandir o PIB a um ritmo maior nos preocuparmos excessivamente com a inflação, a economia não vai crescer de forma continuada", diz o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca.”
Luciana Otoni, Politicall.com
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