“Genésio é amigo de longa data. Com ele converso quando estou precisando de novos assuntos. Genésio vive no mundo das hipóteses impossíveis. Das heresias, das irreverências e dos palpites.
A última do Genésio é sua implicância com a letra do Hino Nacional. O Hino vai completar um século de vida, em 2009. E Genésio argumenta que já não vivemos num mesmo Brasil nem somos o mesmo povo. — Vou propor ao Lula que se lance um concurso nacional, agora, em 2008! Vamos escolher uma nova letra!
A que decoramos tornou-se pura decoreba, reclama Genésio. Pouquíssimos estão cientes do que realmente diz o texto de Joaquim Osório Duque Estrada, poeta romântico de limitados recursos, que ainda teve a cara-de-pau de usar dois versos da Canção do exílio de Gonçalves Dias: “Nossos bosques têm mais vida, / Nossa vida mais amores”...
No início, um verbo enigmático: Ouviram. Mas quem ouviu o quê, e de quem ouviu? Ouviram do Ipiranga. O Ipiranga falou alguma coisa? E o que se ouviu? O brado retumbante de um povo heróico... O povo todo gritou?”
Gabriel Perissé, Correio da Cidadania
Crônica Completa, ::Aqui::











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