“Derrotado nas eleições de 2006, o "Partido da Mídia" vai à forra, e quer desqualificar o presidente e de quebra seus eleitores, de qualquer modo.
Ouvem!
Também não acredite no que seus olhos vêem e seus
Ouvidos ouvem!
Saiba também que não crer algo significa algo crer!
Bertold Brecht
Muito se escreveu sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio da Silva e a derrota dos chamados "formadores de opinião". Sem dúvida, como já tive oportunidade de destacar, a vitória eleitoral de Lula pôs a nocaute o campo jornalístico brasileiro, seus estatutos de verdade e a crença nos dispositivos que regulam a relação entre os responsáveis pela produção e difusão do noticiário. Uma derrota acachapante para um campo que se notabiliza por considerar que cabe exclusivamente a ele, como suporte do capital, monopolizar o uso da razão pública. Um aparelho ideológico cioso de sua centralidade.
Em outras palavras, o poder midiático se constitui não mais como mediador, mas como incorporação acabada da própria opinião pública. Se a representação parlamentar de oposição é incapaz de estabelecer uma dinâmica de competição de políticas públicas de longo prazo, cabe ao monopólio informativo assumir o papel de único partido de direita com projeto definido: uma estratégia bem articulada que reitere o caráter autoritário da estrutura social brasileira. E é a isso que tem se dedicado, com afinco, a grande imprensa brasileira em colunas, editoriais e artiguetes.”
Gilson Caroni Filho / Carta Maior
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