SP e o choque de gestão

“As oito cooperativas de transporte que atuam na capital pretendiam iniciar à zero de hoje a paralisação de toda a frota, que tem 6.500 veículos. Segundo o presidente da Cooperpeople, Francisco de Mola Neto, pelo menos 2 milhões de paulistanos devem ser afetados. Ontem, a Cooperpeople e a Nova Aliança já realizaram greve, o que afetou o transporte de 350 mil passageiros. A São Paulo Transporte (SPTrans) precisou fazer uma operação de emergência nas ruas.

Segundo o advogado da Transcooper, Bension Coslovsky, as cooperativas protestam contra o reajuste contratual dado às concessionárias (empresas de ônibus) pelo presidente da SPTrans e secretário municipal dos Transportes, Frederico Bussinger, e publicado no Diário Oficial da Cidade de sábado. “A portaria é unilateral, pois reajusta a remuneração somente dos ônibus e não menciona os cooperados”, disse Coslovsky. O advogado pretendia entrar hoje com uma ação de “dissídio coletivo de greve” no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). “As cooperativas não têm reajuste da remuneração por passageiro há um ano e meio. Recebem de R$ 1,01 por passageiro a R$ 1,12.”
Ana Carolina Moreno e Alexandra Penhalver / O Estado de São Paulo
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