Considerações sobre o bicho-homem

"Um texto descompromissado sobre a verdadeira missão humana

*Eu fiz o mágico estudo na iniludível ventura.* Esse verso visionário do poeta vidente Arthur Rimbaud, em seu mágico livro “Uma Temporada no Inferno”, exprime o que em mim é relevante quanto a missão do bicho homem sobre a terra. Bicho efêmero e limitado, o homem está fadado ao sofrimento e a miséria, desde que entenda que é preciso mergulhar em si mesmo, conhecer a si mesmo, retornar à fonte de sua existência. Rimbaud, como poeta e gênio maior, alegava que ao homem que quer se tornar poeta, é necessário um profundo e misterioso mergulho em sua própria alma, como forma de transcender aos sentidos e a lógica do lugar-comum. E ele está certo.

Porém, nem todo mundo necessita ser um poeta. Pois, a vida, em si, já é uma poesia. Nascer e morrer é um poema. Entre nascer e morrer, milhões ou poucos versos. Rimbaud foi um místico, como Sócrates e sua interessante “Maiêutica”. Sócrates, um filósofo iluminado do Ocidente, assim como Diógenes, antes da era cristã, já afirmava que era necessário ao homem conhecer a si mesmo. Essa máxima já era entendida no Oriente desde, ao que sabemos, o aparecimento de Rama e Krisna entre 8 e 5 mil anos, assim como Mahavira, o mestre espiritual dos “Jainas”, contemporâneo do príncipe Sidarta, o Gautama Buda, iluminado que deu origem ao budismo (500 anos AC). Todos estes quatro avatares do conhecimento humano, espiritual e metafísico, nasceram na Índia antes do surgimento de Cristo no Oriente Médio.”
Teteco dos Anjos / Novae
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