As inquietações podem se aprofundar na medida em que nos detemos na pesquisa de algumas atitudes concretas que são tomadas no enfrentamento dessas anomalias. Atendo-se, em primeiro lugar, a uma abordagem meramente quantitativa, enquanto os gastos com juros no ano de 2006 somaram 160 bilhões de reais, a proposta de orçamento para a Educação previa, no final do ano passado, um crescimento de 15,7%: de R$ 17,3 bilhões em 2006 para R$ 19,9 bilhões em 2007.
Extrapolando-se essa abordagem para uma visão qualitativa, a situação não parece melhor. Quando se trata de políticas sociais, o que se percebe são governos que, em seus diversos níveis, municipal, estadual e federal, não adotam um enfoque universalizante na solução das distorções, preferindo agir focalizadamente sobre as conseqüências de problemas que são históricos e estruturais.”
Valéria Nader / Correio da Cidadania
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