“Trabalhadores mantém mobilização para exigir a readmissão de cinco dirigentes do sindicato punidos por participarem de greve no dia 23 de abril
Após uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os metroviários de São Paulo se viram obrigados a adiar a deflagração de uma greve na última quarta-feira (17). O TRT determinou que, em caso de greve, os metroviários deveriam garantir o funcionamento de 90% das linhas nos horários de pico e 60% nos demais períodos. A greve foi adiada para a próxima quarta-feira, dia 23 de maio, quando os metroviários devem somar-se à jornada unificada de lutas por "Nenhum direito a menos". A duração da greve deve ser decidida em assembléia no dia 22.
A imprensa corporativa focou-se apenas na questão da possibilidade de paralisação. Pouco foi dito acerca da principal reivindicação da categoria: a readmissão de cinco diretores do Sindicato dos Metroviários, afastados por participarem de uma paralisação em 23 de abril, dia nacional de luta contra emenda 3.
Em negociação, o governo aceitou abrandar a punição de dois metroviários: Ronaldo Campos e Pedro Augustinelli, que seriam suspensos por 15 e 25 dias, respectivamente. Pela proposta do governo, Paulo Pasin e Alex Fernandes continuariam afastados por falta grave - o que, para o sindicato, significa o mesmo que demissão - e Ciro Morais seria demitido por justa causa. O sindicato não aceitou a proposta, reforçando sua posição pela readmissão de todos os punidos.”
Renato Godoy de Toledo / Brasil de Fato
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