“Não se pode dizer que o governo tenha despertado para as reformas. O incentivo do presidente Lula ao debate reformista vai em linha com ações desenvolvidas nas áreas previdenciária e tributária. Em discurso para os membros do CDES, Lula ainda falou das reformas política e das leis trabalhistas.
Houve, inegavelmente, avanços na fala presidencial, seja ao frisar a necessidade da reforma da Previdência para o seu projeto de governo; ou quanto ao compromisso de não colocar empecilhos à votação do projeto de reforma tributária que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) vier a produzir; ou ainda ao manifestar o convencimento de que é preciso fazer logo as reformas.
Vale lembrar que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, vem trabalhando em uma proposta de reforma tributária com a perspectiva de encaminhamento ao Congresso em agosto. Com a posse do ex-governador Germano Rigotto (RS), o CDES ganha reforço para também criar um projeto de reforma, mais federalista no que depender de Rigotto.”
Carlos Lopes / Politicall.com
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