Estrangeirismos, empréstimos ou neocolonialismo?

“De uns tempos para cá as lojas ditas chiques, quando em liquidação, resolveram dizer que os preços estão "50% off" e estampar a estranha palavra "sale" nas vitrines. Não chega a ser novidade num país em que as pizzarias têm serviço de "delivery", e não de "telentrega", e as pessoas no intervalo dos congressos fazem um "coffee-break", e não uma "pausa para o café", mas o assunto voltou ao debate com a decisão do juiz federal substituto da 1ª Vara de Guarulhos, Antônio André Muniz Mascarenhas de Souza, de determinar que o governo federal fiscalizasse o uso de estrangeirismos em anúncios publicitários sob pena de multa. Se posta em prática, expressões como "sale" ou "off" deveriam aparecer acompanhadas de tradução no mesmo destaque em peças publicitárias em qualquer tipo de anúncios, vitrines, prateleiras ou balcões, pois para o juiz a decisão segue determinação do Código de Defesa do Consumidor e apenas a publicidade que não contenha algum tipo de oferta terá liberdade para o uso indiscriminado de qualquer símbolo, palavra ou gesto.”
Marcelo Spalding / Digestivo Cultural
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