Pintar as casas das ruas pelas quais Catarina a Grande iria passar, em suas viagens pela Rússia, era a única providência dos nobres russos para esconder a situação deplorável dos mujiques. A elite paulistana não conseguiu imaginar outra medida para evitar que o ilustre visitante veja a praça central da cidade como ela é realmente.
Vergonha não é mostrar a pobreza, mas a existência de uma enorme população de miseráveis, em um país que dispõe de tantos recursos naturais.
Nos termos da Constituição, os pobres "domiciliados" na Praça da Sé são cidadãos brasileiros como todos os outros. Ou só se deve entender por domicílio a casa de alvenaria em rua asfaltada, onde a pessoa vive permanentemente?”
Correio da Cidadania
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