Autismo social

“Para algumas pessoas tudo é relativo! As opiniões dos outros, mesmo que de especialistas, só são consideradas, quando ratificam as próprias. A “qualidade” do autor dependerá da convergência de pontos de vistas ou justificação de atitudes pessoais, geralmente acompanhadas de um triunfante: “- É como eu sempre disse!”, ou, um enfadado: “- Nada que eu já não soubesse...”. O que – e quem - não estiver adequado a sua escala de “valores” não tem relevância.

Os lugares que freqüentam, as pessoas com quem convivem, os livros que lêem, a música que ouvem e os filmes que assistem são “must” ou “cult”. Princípios de ética e moral são reescritos segundo a conveniência do momento. Quanto sua "autoridade" é insuficiente, buscam apoio em autores famosos - pinçando-lhes frases aleatórias para reforçarem suas teses – ou emprestam suas opiniões a “sábios” orientais inventados. Não importa que elas estejam fora de contexto ou que seus autores não tenham praticado o que teorizaram e apregoaram. O que vale é a “respaldo” cultural! Paradoxalmente, o que para elas é demonstração de cultura e espírito, para os outros é "lugar comum", clichê ou pedantismo. Crêem-se perfeitas, daí, mesmo seus vícios e defeitos são tidos como virtudes. Não incomodam! Só são incomodados...”
Adilson Luiz Gonçalves / Duplipensar.net
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