Tsunami de dólares

“Países com regime de câmbio flutuante não necessitam, em teoria, acumular reservas. Tecnicamente, o ajuste cambial, automático, é feito pelo nível da taxa básica de juros. Quanto mais altos os juros, mais valorizada será a moeda local – e vice-versa.

Na prática, a teoria é outra. Mesmo com câmbio flutuante, os países mantêm reservas cambiais suficientes para amenizar a volatilidade da taxa cambial, em momentos de crise de divisas. Não há consenso sobre a eficácia do uso de reservas para conter ataques cambiais, mas ninguém se arrisca na obediência cega à teoria.

Manter um nível razoável de reservas cambiais é, portanto, medida recomendável de cautela. O problema é definir o volume adequado dessas reservas, assim como estabelecer limites para os custos de mantê-las. Tudo depende dos objetivos a serem alcançados.”
José Paulo Kupfer / No Mínimo
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