"O ministro Luiz Marinho (Trabalho) defendeu ontem a proposta do governo Lula de, ao regulamentar o direito de greve do funcionalismo, definir os deveres da categoria numa paralisação, o que incluiria proibir interrupção de serviços essenciais.
Segundo Marinho, "não é a proibição pela proibição, porque ela não resolve o problema". "É respeitar o direito à greve, mas definir que o servidor tem que dar garantia do serviço público."
As declarações geraram críticas na CUT, entidade da qual Marinho é ex-presidente. "Nós achamos a atitude do ministro [do Trabalho] um desastre", disse Wagner Lino, vice-presidente da CUT. "O Lula disse que o ministro tem autoridade para discutir isso pelo fato de ele ter sido sindicalista. Nós achamos justamente o contrário. Justamente por ter sido sindicalista, discutir a restrição [da greve] é um absurdo", completou.
Marinho afirmou que "é inaceitável, por exemplo, uma greve sem um pré-aviso, uma greve sem um processo de negociação entabulado entre as partes"."
Da Folha de São Paulo
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