PAC da Educação será "grande proposta" com 42 pontos de mudanças, diz Lula

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou hoje (13) sobre a expectativa em torno do Plano de Desenvolvimento da Educação, mais conhecido como PAC da Educação, com lançamento previsto para abril. Segundo Lula, com o plano, o governo vai fazer uma “grande revolução” na área de educação.

“Queremos apresentar uma grande proposta com 42 pontos de mudanças, sobretudo na área do ensino fundamental, para ver se a gente volta a dar à educação, em especial ao ensino fundamental, a qualidade que já tivemos”, afirmou o presidente, ao inspecionar, em São Bernardo do Campo (SP), a montagem e testes do terceiro satélite do Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, o CBERS-2B.

Para Lula, a discussão em torno do PAC da Educação não será um mérito do governo, e sim de toda a sociedade. “Vamos envolver a sociedade para que a gente forme uma cumplicidade nacional para uma nova metodologia de ensino nesse país.”
Ana Paula Marra / Agência Brasil
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Comentários

kuntz disse…
Caso você não tenha se dado conta ainda, o governo brasileiro permite que a profissão professor seja um sub-emprego, incentivando, através do MEC e outras instâncias, a contratação de professores por hora/aula e por tempo determinado. O que obriga todo professor a procurar emprego a cada seis meses e trabalhar em quatro a cinco escolas diferentes, sem planos de carreira, sem chances de criar vínculos efetivos com qualquer estabelecimento. Infelizmente, este tipo de contexto afasta os melhores profissionais e restam apenas os medianos que por natureza se sujeitam a essa venda de mão de obra quase escravista. Caso o governo proibisse a contratação de professores por hora/aula e por contrato temporário, os estabelecimentos escolares seriam obrigados a se reorganizar para criar e manter equipes melhores e mais engajadas com as propostas educativas e o cotidiano da escola. Teríamos a eduçação de qualidade que tanto almejam e já possuímos no passado. O quadro atual se deve a um pouco de tudo, à ditadura militar, ao anacronismo das idéias socialistas e pedagógicas e ao pseudo neoliberalismo que deu lugar a manipulações de poder que consideram a educação um serviço assistencial como outro qualquer. A ausência de planos gerais ou ideais educacionais pragmáticos nivela a educação à assistência social filantrópica e retira dela o status de privilégio, transformando-a em direito, porém, sem as salvaguardas necessárias que a garantam enquanto qualidade e oportunidade real. No final das contas, o problema educacional é um problema trabalhista, trata-se de mão de obra não organizada socialmente. Em vez de salários, os professores devem lutar pela eliminação da contratação hora/aula e pela proibição de poder trabalhar em mais de um estabelecimento escolar. Todo professor só deveria ser contratado em tempo integral, com dedicação exclusiva. Somente a partir disso os salários subiriam, naturalmente. Pois os professores se tornariam trabalhadores comuns e não mais sub-empregados. A solução é simples e, por isso, mais viável que outras quimeras e pudendices.