O sigilo da fonte em julgamento

“A condenação de Lewis Libby Jr., chefe de gabinete do vice-presidente americano Dick Cheney, por ter vazado à imprensa o nome de uma agente da CIA [leia aqui], tornou a colocar com força total nos Estados Unidos uma questão essencial para a liberdade de imprensa em qualquer sociedade democrática.

Trata-se da amplitude (ou dos limites) do direito de um jornalista de não revelar as suas fontes de informação, quando assume com elas, em troca da notícia, o compromisso de não identificá-las.

No caso Libby, uma repórter do New York Times ficou 85 dias presa porque se recusou a depor sobre suas entrevistas com Libby ao Grande Júri do processo aberto para apurar o vazamento. Ela só foi libertada porque acedeu em falar – depois de autorizada pelo próprio sub de Cheney.

Além disso, dez das 19 testemunhas ouvidas no julgamento são jornalistas. Não há registro de algo do gênero na história do judiciário americano.”
Luiz Weis / Observatório da Imprensa
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