ridiculariza em editorial sua tentativa de competir com Chávez na oferta
de médicos aos “pobrecitos” do Sul do Rio Grande. Sem o cancelamento da
sobretaxa americana de US$ 0,14 por litro de álcool brasileiro, a proposta de uma parceria de estímulo à produção de etanol é enganação. Só no ano passado, o governo americano embolsou US$ 220 milhões de sobretaxa ao etanol importado do Brasil. Dinheiro que poderia e deveria ser nosso. Além desse motivo, há “n” outros para se desconfiar dessa visita. Destaco onze deles:
Primeira razão: os governos americanos não são confiáveis para nenhuma
parceria porque descumprem sistematicamente suas promessas depois de
obter o que querem. Nos anos 50, levaram nosso urânio e nosso tório com a promessa de “compensações especificas” em tecnologia nuclear, que nunca vieram; prometeram à Coréia do Norte petróleo em troca do desmonte de seu programa nuclear, mas o petróleo não foi entregue; até hoje não cumpriram a determinação da OMC de desmontar os seus subsídios ao algodão. Os Estados Unidos dependem agora de forma determinante de energia importada sendo limitadas sua capacidade de expandir a produção de energia alternativa a custos competitivos. Querem o nosso etanol, mas sem anular as sobretaxas que viabilizam a produção do etanol também nos Estados Unidos.”
Bernardo Kucinski / Carta Maior
Artigo Completo, ::Aqui::
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