O PAC, o pato e a galinha

“A disputa interna pela presidência nacional do PMDB não vai contaminar as relações do partido com o Planalto a ponto de pôr em risco a aprovação do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Pelo contrário, os peemedebistas do Senado, que ensaiaram um foco de rebeldia, continuarão na órbita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nossa disposição é acelerar tudo que tiver relação com o PAC e o Brasil", afirmou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Minha preocupação é de fazer andar também as reformas estruturais, para que o crescimento econômico não seja apenas um vôo de galinha", emendou Renan.

Em conversas reservadas, porém, o senador se queixou do governo, revelando-se magoado com o presidente Lula pela "virada" em favor da reeleição do atual presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), depois de ter "inventado" a candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim. "O PAC não vai pagar o pato", brincou ontem à tarde o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RO), depois da reunião da bancada de senadores com os dois ministros peemedebistas - Silas Rondeau, das Minas e Energia, e Hélio Costa, das Comunicações, para discutir o programa.”
Tribuna da Imprensa
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