“A esmagadora maioria dos editores e repórteres criados na Grande Mídia estão impregnados por uma crença com a qual não tenho como compactuar.
Por menos que vários deles sejam comprometidos com o modus operandi de suas ex-pagadoras na atualidade, eles ainda acreditam que a Grande Mídia mostra noticiário espreme-sangue porque “é isso o que o ouvinte/telespectador/leitor ‘quer ver’”.
Eles acham que os estilos que mais tocam nas rádios FM (axé, pagode, sertanejo, funk carioca) estão na moda porque “é o que o público quer ouvir”.
Acham, ainda, que programas de auditório e programas humorísticos existem porque “o povo gosta”.
Eles estão acomodados!!!
Eles concordam com seus chefes e com o poder de apaziguar ânimos estupidificando o povo, sem perceber que, assim, estão compactuando com a manutenção do status quo.
Pior: como já foi estudado por vários teóricos da Comunicação (Agenda Setting), o público influencia e é influenciado pela Grande Mídia, assim como esta influencia e é influenciada pelo seu público. Logo, o jornalista que emburrece a sua audiência também está sendo emburrecido, em um terrível círculo vicioso.”
Hélio Sassen Paz / O Lobo
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