“O jornal Folha de S.Paulo, da famiglia Frias, está indignado com a decisão do presidente Lula de vetar a emenda número três da Lei da Super-Receita, recém-aprovada no Congresso Nacional, que abria maiores brechas para a precarização do trabalho no Brasil. Em agressivo editorial nesta segunda-feira, 19, o maior veículo impresso do país - que fez campanha pelo golpe militar de 1964, cedeu suas peruas ao transporte de presos políticos para a tortura e tornou-se um expoente das idéias neoliberais no país, enganando muita gente com seu aparente ecletismo - critica duramente a decisão do governo. "Como se temia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sucumbiu às pressões sindicais e vetou a chamada emenda três", acusa.
Para o jornalão burguês, defensor da barbárie capitalista, "o dispositivo, acrescido pelo Congresso à lei da super-receita, protegia os contratos de prestação de serviço da fiscalização abusiva". Na sua ótica tacanha, os fiscais da Justiça têm poderes excessivos ao multarem empresas por descumprirem leis e praticarem as piores espécies de trabalho escravo. Para a famiglia Frias, toda a legislação trabalhista, sintetizada na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), deveria ser extinta por ser "anacrônica" e "minar a competitividade empresarial no Brasil". Talvez saudosa dos tempos da ditadura, ela lamenta que "a flexibilização da CLT, assim como o alívio de encargos sobre contratações, vem sendo negligenciada desde a redemocratização".”
Altamiro Borges / Adital
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