“Milícias, mateiros, seguranças regulares, polícia comunitária, jagunços e pistoleiros. De muitos modos e com sotaques variados, o apagão da segurança pública no Brasil dá margem à invasão da força privada. O número de agentes de segurança legais – registrados na Polícia Federal – é quase três vezes maior do que o efetivo de policiais no país.
Enquanto o Estado brasileiro conta com 506.411 policiais civis e militares para proteger os cidadãos, a iniciativa privada colocou nas ruas um pelotão de 1.422.335, de acordo com o Ministério da Justiça. O número de milicianos clandestinos é ainda maior.
Em seis anos, um milhão de pessoas foram recrutadas para o mercado da segurança. Esse número diz respeito aos profissionais regulares. Os homens que integram milícias ilegais em diversos Estados não estão ao alcance das estatísticas oficiais, mas estima-se que o exército clandestino é maior do que a milícia legalizada. O crescimento do mercado paralelo da proteção demonstra a falência da segurança pública do país.”
Jornal do Brasil
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