A suspeita da CVM é de uso de informações privilegiadas, conhecidas como insider trading, quando alguém sabe com antecedência da compra de uma empresas e passa a adquirir suas ações, que acabam subindo de valor, gerando um grande lucro.
O presidente da CVM, Marcelo Trindade, informou que um dos investidores é uma pessoa física brasileira e o outro, um fundo de investimentos estrangeiro sediado em Delaware, nos Estados Unidos. Os nomes não foram divulgados, pois a investigação corre em segredo de justiça. Trindade disse que, levando em consideração as cotações da última
segunda-feira (19), quando foi divulgada oficialmente a operação de compra do grupo Ipiranga, os ativos do fundo investidor bloqueados equivalem a cerca de R$ 3,3 milhões e os ativos do investidor pessoa física, R$ 970 mil, "somente em dinheiro, já que ele vendeu todas as ações na segunda-feira".
Aline Beckstein / Agência Brasil
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