Câmara volta a mandar no Congresso

“A eleição de Arlindo Chinaglia (PT/SP) fez bem à Câmara. Desde sua posse, em 1º de fevereiro, a Casa tem deliberado sem interrupção, inclusive às segundas-feiras, e já votou mais de 40 matérias. O ritmo de deliberação das Casas legislativas depende de vários fatores, mas o compromisso e a capacidade de liderança do presidente são decisivos.

A mudança de postura, que possibilitou à oposição também relatar matérias, e a personalidade do presidente, que cobra presença e conduz com firmeza as sessões, mas busca acordos de mérito e de procedimento com os líderes, inclusive os de oposição, ajudam muito no processo de tomada de decisão.

A primeira conseqüência do “estilo Arlindo de presidir” é a devolução à Câmara da condição de Casa mais importante do Congresso, que tinha sido perdida nas últimas gestões para o Senado Federal.

A estratégia do presidente da Câmara, que já foi líder de partido e do governo, é recuperar rapidamente a imagem da instituição e acumular respeito e prestígio para consumir parte desse capital político no momento em que tiver que reajustar os salários dos deputados.”
Antônio Augusto de Queiroz / Congresso em Foco
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