“Provocados pelo 08 de março, Dia Internacional da Mulher, muitos tentarão avaliar sua caminhada. A tarefa não é simples e a trajetória de emancipação das mulheres, cheia de contradições. Se houve grandes avanços - mulheres ocupam espaço de poder cobiçados como Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA e a chanceler alemã Ângela MerKel - a opressão sobrevive em todo o mundo. Mulheres afegãs são proibidas de estudar e ao lado delas as de etnia razara, talvez as mais discriminadas, sobrevivem ao massacre talibã enfrentando viuvez e orfandade, fustigadas pela escassez de água, comida e assistência médica. Na África, mulheres carregam com altivez e intrigante sorriso o peso de gerar e criar filhos em meio à guerra, a escassez e a exploração. Na China e na Índia bebês do sexo feminino são vítimas de aborto seletivo.
No Brasil, sinais de patriarcalismo machista persistem na violência cotidiana, aberta ou velada, perpetrada contra a mulher. Entretanto, em todos os setores da sociedade, homens e mulheres se unem para parir uma realidade nova de igualdade, justiça e respeito à diversidade. Há menos de um mês, a ONU deu o prêmio global de defensor da natureza à ministra Marina Silva, reconhecida no mundo todo como testemunha da aliança entre a luta das mulheres e a defesa da natureza. Em Goiás, elas vivem a expectativa de ocupar metade dos cargos da nova equipe do governo estadual.”
Marcelo Barros, escrito em conjunto com a jornalista Thania Coimbra / Adital
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