“Um dos maiores produtores mundiais de soja e milho, grãos que podem ser transformados em óleo diesel e álcool, a Argentina começa a se mexer para não perder a onda dos biocombustíveis. Na semana passada, o presidente Nestor Kirchner regulamentou uma lei que concede incentivos fiscais para a instalação de usinas de biodiesel e torna obrigatória, a partir de 2010, a mistura de biocombustíveis com o diesel e a gasolina consumidos no país, em proporção de pelo menos 5%.
A Argentina colhe atualmente 16 milhões de toneladas de milho por ano. Segundo projeção feita pelo governo, com apenas 3% dessa quantidade seria possível produzir etanol suficiente para suprir as necessidades do país. O único problema é que a produção de etanol a partir do milho é mais cara e ineficiente em termos energéticos - é muito provável que seja mais barato importar álcool brasileiro.”
Daniel Bramatti / Terra Magazine
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