“Trinta dias atrás os jornais não falavam de outra coisa: o desabamento na obra do metrô no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Até a retirada do último corpo da cratera formada pelo acidente, o assunto foi discutido diariamente. Sempre do ponto de vista oficial, sempre dando prioridade à fala de técnicos e das autoridades.
O lado humano da tragédia só foi destacado com relação aos mortos. Dos vivos – 54 famílias obrigadas a deixar suas casas e morar em hotéis da região, sem previsão de volta à normalidade – muito pouco foi dito.”
Ligia Martins de Almeida / Observatório da Imprensa

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