“Responsável pela elaboração do laudo técnico do acidente do Metrô paulistano, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas atua entre o interesse público e a lógica do mercado. Direção do órgão refuta interferência políticas e funcionários apontam redução orçamentária como preocupante para o desempenho técnico.
Adaptado a atuar nos bastidores do setor produtivo e do suporte às políticas públicas no Estado, o tradicional Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) irá lidar agora com a delicada condição de protagonista político. Ela foi adquirida após o acidente na futura estação Pinheiros do Metrô paulista, que vitimou sete pessoas no último dia 12 de janeiro. Autoridades estaduais consideram que o laudo em elaboração pode ser o principal instrumento para subsidiar futuras iniciativas públicas que identifiquem responsáveis pela tragédia que levou à paralisação das obras na linha 4-Amarela.
O presidente do (IPT), Vahan Agopyan, garante que a execução das análises técnicas não irá admitir pressões políticas por parte do governo do Estado. À Carta Maior, Agopyan declarou que “não há nenhuma possibilidade de interferência política na elaboração do laudo”, e que o contrato só foi assinado “quando obtivemos total autonomia e autoridade para obter os dados e documentos. Temos de preservar a nossa equipe”, sustentou.”
Maurício Reimberg / Carta Maior

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