“Jornalista sempre falou mal de jornalista. Mas sempre pelas costas. O corporativismo nunca permitia que as brigas passassem das maledicências de um editor contra o outro, proferidas na intimidade das redações. Ultimamente este cenário vem mudando. O bate-boca editorial ganhou as páginas de jornais e as linhas dos blogs e foi parar nas barras dos tribunais. Não é que tenha crescido o número de ações de entre colegas, mas caiu o tabu de que jornalista não processa jornalista.
Primeiro foi Milton Neves contra Jorge Kajuru, dois polemistas da imprensa esportiva. Depois foi todo mundo contra Milton Neves e contra Kajuru. Em seguida a bola saiu da área esportiva. Todo mundo contra Diogo Mainardi, o Milton Neves da grande imprensa.
E mais Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Franklin Martins, Leonardo Attuch,— todos soltaram o verbo e dispararam ações na Justiça contra coleguinhas.”
Priscyla Costa / Consultor Jurídico

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