“Não, não sei se é um truque banal
Se um invisível cordão sustenta a vida real
Cordas de uma orquestra, sombras de um artista
Palcos de um planeta e as dançarinas no grande final
Chove tanta flor que sem refletir
Um ardoroso espectador vira colibri
Nanana...
Qual não sei se é nova ilusão
Se após o salto mortal existe outra encarnação
Membros de um elenco, malas de um destino
Partes de uma orquestra, duas meninas no imenso vagão
Negro refletor, flores de organdi
E o grito do homem voador ao cair em si
Não sei se é vida real
Um invisível cordão após o salto mortal”
(Chico Buarque) Tela: Pedro Correia
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