É a chuva! É a chuva!

“Mais de 24 horas depois do acidente nas obras da Linha 4 do Metrô de São Paulo, sete pessoas estão desaparecidas. As causas do desastre ainda estão sendo investigadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Bombeiros e defesa civil trabalham na cratera que sugou ônibus, carros e caminhões na tarde de sexta-feira. Até ontem, 55 casas do entorno permaneciam interditadas. A repercussão do desastre expôs um jogo de empurra típico de casos como este, que envolvem governo e iniciativa privada.

Funcionários da obra relatam que a tragédia fora anunciada por fissuras no concreto do túnel e que houve, inclusive, uma tentativa de remendar a rachadura. Outro comentam que, dias antes, parte da parede do túnel esfarelou-se. O consórcio responsável pelo empreendimento, formado pelas maiores construtoras do país - CBPO, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa - afirma que as chuvas dos últimos meses deixaram a estrutura dos túneis instável. Negam que tenha havido negligência.”
Jornal do Brasil

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