“O procurador eleitoral Rogério Nascimento entrou com recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cassar o diploma de 26 deputados federais e estaduais e um suplente eleitos em outubro. O grupo representa mais de 20% dos eleitos. As acusações são de captação de sufrágio (compra de votos), abuso de poder econômico, abuso de poder político e inidoneidade moral. Segundo o procurador, em todos os casos há fartura de provas: “Todos tem algum tipo de irregularidade grave que justifica que a procuradoria eleitoral entenda que ele não possa exercer o mandato”, explicou Nascimento.
Ao menos dez dos acusados já haviam sido denunciados durante a campanha ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas todos haviam tido seus processos arquivados. Desta vez, quem vai julgar os recursos é o TSE.
Grande parte das novas acusações trata de inidoneidade moral. Para Nascimento, apesar de o grupo de parlamentares não ter cometido irregularidades na campanha, suas vidas pregressas teriam fatos que os descredenciariam. “Estou alegando que a vida pregressa desses parlamentares são incompatíveis com o mandato parlamentar”, explicou.”
Paulo Celso Pereira / O Dia

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