Quem quer um crescimento de 10% do PIB a lá China ou Índia?

“A empresa alemã ThyssenKrupp vai “importar” 600 trabalhadores chineses para a construção de uma usina siderúrgica no Rio de Janeiro. O termo importação é apropriado, pois os chineses serão tratados como mercadoria. Virão ao Rio, ficarão instalados num alojamento junto à obra e, encerrado os trabalhos, retornam à China.

Talvez nem tenham tempo de conhecer o Rio de Janeiro, já que a siderúrgica será construída no afastado distrito industrial de Santa Cruz. A globalização chega à mão-de-obra, mas não na mobilidade de cruzar fronteiras a seu bel prazer, como o capital, mas na forma de pacote fechado de grandes empreendimentos.

A ThyssenKrupp não está trazendo diretamente os chineses. Ela está contratando uma empresa chinesa para construção de uma coqueria, que incluiu no seu preço – barato, naturalmente – a vinda de trabalhadores chineses. Segundo informação do jornal Valor, a idéia da empresa chinesa era trazer 4 mil trabalhadores, mas o ministério do Trabalho “só” teria autorizado 600.”
Nair Pena Neto / Direto da Redação

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