Esse crescimento da emissora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus coincidiu com a reestruturação de sua grade de programação, mas também com a saída, em 2005, do jornalista Boris Casoy. À época, a demissão do âncora foi atribuída a pressões do Palácio do Planalto -algo sempre negado pelo governo e pela emissora.
De 2003 para cá, houve também uma progressiva aproximação entre o Palácio, a Igreja Universal, o PRB (sigla ligada a essa religião) e a TV Record.
No fim de 2005, o vice-presidente José Alencar se filiou ao PRB, coligado ao PT de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição. De janeiro a novembro deste ano, a Record já recebeu R$ 61,2 milhões em verbas publicitárias estatais federais das administrações direta e indireta.
A cifra equivale a um aumento de 12,1% sobre o ano de 2005. Todas as outras grandes emissoras de TV registravam até novembro uma queda de verbas de publicidade estatal federal na comparação com o ano passado."
Folha de São Paulo
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