Relatório da OIT “O Brasil acompanhou a tendência geral na América Latina e Caribe de melhoria dos indicadores do mercado de trabalho.
O relatório aponta avanços do país na diminuição da desigualdade dos rendimentos do trabalho e consequente diminuição da desigualdade de renda. Ressalta ainda que, tanto no Brasil como nos casos da Colômbia, Chile, México e Paraguai, os resultados favoráveis deram-se pelo maior crescimento dos menores rendimentos do trabalho (salários e remunerações em geral) em comparação ao crescimento dos mais altos.
O índice de Gini da distribuição de renda no Brasil diminuiu de 0,585 em 2004 para 0,544 em 2005, segundo o IBGE.
O crescimento do poder de compra do salário mínimo no Brasil está entre os maiores e acompanha a tendência da maioria dos países estudados.
A taxa de desemprego urbano no Brasil apresentou leve aumento de 10,0% para 10,2% na comparação entre os terceiros trimestres de 2006 e 2005.
O desemprego entre os adolescentes de 15 a 17 anos diminuiu para 33,1% contra os 34,0% do terceiro trimestre do ano anterior. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa elevou-se ligeiramente para 21,5% em relação aos 21,1% de 2004, no mesmo período.
Embora o país venha reduzindo suas taxas de informalidade, basicamente através da expressiva criação e formalização de postos de trabalho com carteira assinada, a informalidade no país atinge 46,6% dos homens e 52,4% das mulheres . No conjunto da região, Argentina 43,6%, Chile 31,9%, Costa Rica 39,9%, México 42,6%, Panamá 37,6%, Uruguai 46,9% apresentam taxas inferiores à brasileira.
A porcentagem de trabalhadores com acesso à proteção social de saúde ou aposentadoria cresceu para 60,4% em 2005, com aumento de 3,6% em relação a 2001.”
“Panorama Laboral 2006”. Oficina regional de la OIT para América Latina
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