25 outubro 2014

A derrota das técnicas nazistas como sinal de novos tempos


, GGN

"As eleições atuais tendem a consagrar a vitória de uma candidata, mas não apenas dela. Assinala o possível fracasso no Brasil, pelo menos neste momento, de uma técnica de propaganda nazista usada extensivamente por Hitler e Goebels contra os judeus em sua saga de conquistar o inconsciente do povo alemão pelo poder da propaganda e da linguagem. O que foi, na Alemanha nazista, a Gestapo, aparece aqui como uma coligação de mídias sob liderança indiscutível da revista “Veja” com estreita cumplicidade com o sistema “Globo”.

Em “LTI – A linguagem do Terceiro Reich”, o filólogo Victor Klemperer observa que “o nazismo se embrenhou na carne e no sague das massas por meio de palavras, expressões e frases que foram impostas pela repetição, milhares de vezes, e foram aceitas inconsciente e mecanicamente” por grande parte do povo alemão. É o que se tentou fazer no Brasil manipulando vazamentos parciais de informações sobre a Petrobras, e uma narrativa distorcida do que foi o chamado “mensalão”, mediante o recurso da repetição indefinida.

jn divulga golpe da Veja em defesa dele próprio

"Foi terrorismo light!

Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

Com a desculpa de defender a Veja e a liberdade de expressão, o jornal nacional deu curso ao terrorismo da revista Veja, o detrito sólido que, como demonstra o Azenha, faz tabelinha com o jn.

O jn deste sábado não terá o poder de virar a eleição.

Mas, dá a entender o que está cada vez mais implicito nas colonas (no ABC) do Ataulfo (também ).

O impeachment.

É o terceiro turno.

Em uma semana, Jornal Nacional deu 23 matérias negativas para Dilma e apenas 2 para Aécio


Do Manchetômetro, site que acompanha numeticamente a cobertura da mídia sobre as eleições:

“O viés do Jornal Nacional contra Dilma ao logo de todo o período eleitoral foi tremendo. Só para se ter um parâmetro de comparação, quando ela atingiu um pico de 23 matérias negativas na semana de 7 a 13 de setembro, Aécio teve duas e Marina uma.

Esses números não levam em conta as matérias negativas do JN sobre o Governo Federal, que não citavam Dilma diretamente, sobre economia e sobre o PT, que, como as páginas dos Manchetômetro mostram, foram abundantes em toda a campanha (http://www.manchetometro.com.br/analises/).

Note-se ainda que há um crescimento da cobertura negativa à medida que a campanha avança no tempo, o que denota a intensificação do combate da editoria do JN à candidatura do governo.”

Charge do Bessinha


Ibope e Vox divergem de Datafolha; em 2010, só Ibope acertou


Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

"A disputa eleitoral deste domingo não deve ser só entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. Pesquisas Datafolha, de um lado, e Vox Populi e Ibope, de outro, divergem fundamentalmente sobre as intenções de voto dos dois candidatos a governar o país.

Se no Vox Populi (54% a 46%, votos válidos) nada mudou com capa da Veja e tudo, o Ibope (53% a 47%) tirou 1 ponto de Dilma e deu outro para Aécio. As duas pesquisas colocam a petista à frente do tucano fora da margem de erro.

Já no Datafolha (52% a 48%), há empate técnico. Contudo, essa movimentação de Aécio no instituto de pesquisas da Folha de São Paulo, ela mesma variou dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que significa que pode não ter havido movimento algum.

Dilma amplia vantagem sobre Aécio para 7 pontos, segundo Vox Populi

Do R7

"Presidente aparece com 48% das intenções de voto, contra 41% do senador mineiro

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) continua à frente do senador Aécio Neves (PSDB) na disputa pela Presidência da República, segundo pesquisa Vox Populi divulgada neste sábado (25) por TV Record, Record News e Portal R7. A petista aparece com 48% dos votos totais, contra 41% do tucano.

A vantagem de Dilma sobre Aécio passou de três para sete pontos percentuais, já que no último levantamento, de 20 de outubro, a petista tinha 46% e o tucano, 43% dos votos totais. A pesquisa de hoje, portanto, é a primeira do instituto em que Dilma aparece na liderança fora da margem de erro.

Votos brancos e nulos somam 5%, enquanto outros 5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos — que exclui brancos, nulos e eleitores indecisos —, Dilma passou de 52% para 54% na pesquisa atual, enquanto Aécio caiu de 48% para 46%.

A direita no “limite da responsabilidade”. E o povão, de decisão tomada


Fernando Brito, Tijolaço  

O comando da direita brasileira foi até onde não podia ir, como sempre, embora não tenha conseguido chegar até onde queria ir, desta vez.

A “oscilação” das pesquisas de último dia  perfeitamente articulada entre Datafolha e Ibope, suficiente apenas para que ambas permitam que uma lufada de esperança  evite a debandada dos eleitores de Aécio e não permita que a situação em São Paulo piore ainda mais.

É algo semelhante às “ordens superiores” que mandaram, de quinta para sexta, aumentar de 18,2 m³/s para 22 m³/s a remessa de água do combalido Cantareira para a Elevatória de Santa Inês e daí para São Paulo e não deixar ficar mais seco e amargo o humor dos paulistanos nas vésperas da eleição.

Globo é concessão pública


"Veja compra quem quer

Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

atricia Poeta anuncia o golpe no jn

Marinhos sabem que eleição está perdida. Agora é o golpe !

Diferença entre golpe da veja e do jn: jn é concessao pública ! Povo concede !

Veja compra o fascista que quiser. jn entra pela tua casa sem você pedir

globo: perdido por um perdido por mil !

globo chama Dilma pra briga que Aécio perdeu

A globo e a Dilma não podem ficar na mesma arena, juntos e vivos. um ou outro !

Mais 4 anos de Dilma e a globo quebra ! É vida ou morte !

Os Marinho resolveram ir até o fim: derrubar a Dilma. Chega de brincadeira !

Dilma tem que convocar rede nacional após o jn"

TSE pune atentado de Veja contra democracia


"Revista, que antecipou sua edição e publicou acusação sem provas contra a presidente Dilma Rousseff, está obrigada a publicar em seu site direito de resposta; atentado terrorista da Editora Abril contra o processo democrático brasileiro não tem precedentes; “A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata”, diz o início da resposta que a revista terá de publicar; os responsáveis diretos pelo crime contra a soberania popular têm nome e sobrenome; são eles, pela ordem: Giancarlo Civita, controlador da Abril, Fábio Barbosa, presidente da empresa, e Eurípedes Alcântara, diretor de Redação de Veja; delinquência jornalística punida pelo ministro Admar Gonzaga

Brasil 247

O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu neste sábado direito de resposta à campanha da presidente Dilma Rousseff na revista “Veja”. O site deverá publicar imediatamente um texto com a explicação dos petistas de que não há provas do conteúdo da reportagem de capa da última edição da revista. 

Charge do Bessinha


Desespero, o último que sobra


Fernando Brito, Tijolaço

"O povo brasileiro já tomou sua decisão e é isso que a direita brasileira não suporta.

Que o povo decida sobre si mesmo.

Vamos viver ainda algumas horas de intranquilidade, pois sabemos que o nosso país é o paraíso dos canalhas, sobretudo dos que tentam manipular suas vontades, usando todos os instrumentos.

Não houve mudança em tudo o que se registrava nos últimos dias e a população sente isso nas ruas.

Tudo o que surgir diferente disso, de agora até as urnas não passa de manipulação desesperada.

Inclusive pesquisas “fajutas”.

Não há mudanças que as justifiquem.

Recusem o jogo desta gente.

Da homofobia de Fidelix à capa 'golpista' de 'Veja', uma eleição para não deixar saudade

Dilma e Aécio durante um dos debates do segundo turno: 'leviana' de um lado, Lei Seca de outro
"Reportagem da revista semanal que acusa Dilma e Lula de terem ciência sobre desvio de recursos na Petrobras coroa campanha marcada por baixo nível, ataques pessoais e denúncias infundadas

Brasil 247

Ofensas públicas em debates e em comícios, acusações sobre corrupção tomando como base o depoimento de um criminoso e frases homofóbicas proferidas nacionalmente: nada nos últimos três meses se compara à capa desta semana da revista Veja, que acusa Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva de serem conhecedores e beneficiários de um esquema de propina utilizando verbas da Petrobras.

O professor de Ciências Políticas Francisco Fonseca, da Fundação Getúlio Vargas, entende haver uma clara tentativa de interferir no processo eleitoral, em uma ação que rebaixa ainda mais o nível do debate eleitoral de 2014. Para o especialista, o governo deve retirar os anúncios oficiais da publicação e o PT deve entrar com um processo judicial contra a revista.

Uma discussão estritamente jornalística sobre o caso Veja

Protesto contra a Veja
, DCM

Vou falar estritamente sobre a técnica jornalística utilizada pela Veja na última edição.

Percebi que é necessário, uma vez que mesmo jornalistas experientes como Ricardo Noblat não compreendem exatamente onde está o problema.

Citei Noblat porque, em sua conta no Twitter, além de em determinada altura do debate de ontem ele informar seus seguidores de que a bateria do celular acabara, ele fez a seguinte indagação.

“Que prova Dilma da reportagem da Veja?  Uma gravação? Diria que é falsa. Uma entrevista do doleiro preso?”

O que será feito do ódio e de sua linguagem?


 Venício A. de Lima, Observatório da Imprensa

"Ao fazer um balanço crítico do ano que chegava ao fim, na perspectiva da atuação da mídia brasileira, escrevi neste Observatório, em dezembro de 2013:

 “O que de mais importante aconteceu no nosso país de 2005 para cá – vale dizer, ao longo dos últimos oito anos – e se consolidou em 2013 com as várias semanas de julgamento televisionado, ao vivo, no Supremo Tribunal Federal – foi a formação de uma linguagem nova, seletiva e específica, com a participação determinante da grande mídia, dentro da qual parcela dos brasileiros passou a ‘ver’ os réus da Ação Penal nº 470, em particular aqueles ligados ao Partido dos Trabalhadores. (...) Nos últimos anos ‘mensalão’ passou a ser ‘um esquema de corrupção’ e tornou-se ‘mensalão do PT’, enquanto situações idênticas e anteriores, raramente mencionadas, foram identificadas pela geografia e não pelo partido político (‘mensalão mineiro’).

Como resultado foi se construindo sistematicamente uma associação generalizada, seletiva e deliberada entre corrupção e os governos Lula e o PT, ou melhor, seus filiados e/ou simpatizantes. (...) A generalização seletiva tornou-se a prática deliberada e rotineira da grande mídia e, aos poucos, as palavras ‘petista’ – designação de filiado ao Partido dos Trabalhadores – e ‘mensaleiro’ se transformaram em palavrões equivalentes a ‘comunista’, ‘subversivo’ ou ‘terrorista’ na época da ditadura militar (1964-1985). ‘Petista’ e ‘mensaleiro’ tornaram-se, implicitamente, inimigos públicos e sinônimos de corruptos e desonestos” (ver “A linguagem seletiva do ‘mensalão’“).

Dilma nocauteou Aécio já no primeiro assalto


"Jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, afirma que o debate da Globo terminou já na primeira pergunta, quando Aécio Neves tentou usar a última edição da Veja para colocar Dilma Rousseff contra a parede; “a presidente deu uma resposta a altura, desqualificando uma denúncia que nem seu autor — nem a revista que a publicou — conseguem sustentar com base em provas. Foi uma colocação firme, sem piscar”; quanto ao tucano, diz que queda era previsível já que chegou ao 2° turno “sem uma perna”: “Empurrado para um canto conservador, debateu-se em contradições insolúveis. As intervenções de Armínio Fraga como candidato a ministro da Fazenda trouxeram mais danos do que benefícios a candidatura”

Brasil 247

Em uma luta em que precisava de apenas um empate, a presidente Dilma Rousseff saiu vitoriosa e seu adversário nocauteado já no primeiro assalto. É o que afirma o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, em análise sobre o debate da noite desta sexta-feira na Rede Globo.