07 julho 2015

Charge do Bessinha


Dilma apresentará aos aliados defesa junto ao TCU

Risco mais imediato de impeachment vem do julgamento das contas pelo Congresso
Tereza Cruvinel, Blog: Tereza Cruvinel

Na reunião do Conselho Político que chamou para esta noite no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff buscará o engajamento dos aliados em sua defesa no processo que representa a ameaça mais imediata de impeachment, o julgamento das contas do governo de 2014.  Ela apresentará aos líderes e presidentes dos partidos aliados a defesa que apresentará até o dia 17 de julho ao TCU e garantirá que as práticas fiscais condenadas não estão sendo adotadas no atual governo. Participam do encontro com os partidos, além dela e do vice Michel Temer, o Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams e os ministros Nelson Barbosa (responsável pela execução orçamentária) e Aloysio Mercadante, do Gabinete Civil.

Hildegard Angel: ‘Nossa classe jornalística é feita de oportunistas’

Hilde é irmã de Stuart Angel e filha de Zuzu Angel, ambos assassinados pela ditadura, ele em 1971, ela em 1976
"Colunista relata conversa em que Hugo Carvana, pouco antes de morrer, lamentava adesismo de intelectuais: “Formam suas panelinhas para manter seus cachês valorizados, mesmo sabendo das consequências” 

Redação RBA

A jornalista Hildegard Angel afirma que colunistas da imprensa, que tiveram passado de esquerda, hoje não se constrangem em aderir ao pensamento conservador que domina a imprensa brasileira. Em debate na última sexta-feira (3), no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, Hilde, como é conhecida, foi categórica: “Essa é a história do oportunismo da imprensa brasileira. Do oportunismo dos intelectuais brasileiros, daqueles que se situam e formam suas panelinhas para manter seus cachês valorizados. Agora, não valoriza cachê ser de esquerda, o cachê fica baixo. Valoriza o cachê falar mal das causas sociais, dos progressos sociais, das conquistas sociais”.

Dilma foi até generosa com PSDB


"Números do TSE mostram que empresas com negócios na Petrobrás deram 26% a mais de recursos para Aécio Neves. E agora?

Paulo Moreira Leite, Blog: Paulo Moreira Leite 

Lembrando as contribuições financeiras para a campanha de 2014 na entrevista publicada hoje pela Folha, a presidente Dilma fez um questionamento essencial:
— No mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não?

Os dados do TSE mostram que, em sua crítica, Dilma foi até generosa com o PSDB. A comparação entre as listas oficiais de contribuição da campanha de 2014 mostra uma situação muito interessante. As doações não foram “quase iguais” entre as duas campanhas. Quando se avalia as contribuições dos maiores fornecedores da Petrobras, a vantagem foi de 26% a mais para Aécio Neves.

Presidente Dilma reage e avisa: o governo não acabou

 
Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"Ponham-se no meu lugar: por onde começar este texto, depois dos acontecimentos dos últimos dias e horas que, numa velocidade cada vez maior, levaram a guerra política à beira de uma crise institucional sem precedentes, trinta anos após a redemocratização do país?

Tinha ido dormir com a sensação de que o governo estava no chão e as oposições só contavam as horas para saber quando e como assumiriam o poder.

O Brasil precisa aprender um pouco de grego


Fernando Brito, Tijolaço 

"Imperdível, como texto, exemplo e lição, a renúncia pública do Ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, publicada em seu blog,que reproduzo aqui com a tradução do pessoal da Vila Vudu, publicado pelo RedeCastorPhoto.
Altivez sem arrogância, desapego ao cargo sem servilismo, disciplina em relação à necessidade coletiva sem vassalagem.

Numa palavra: caráter e compromisso com seu país, saindo para facilitar uma solução, sem esconder a origem e a natureza das pressões.

Os “negociadores” europeus, além da recusa do povo grego, receberam o tapa moral que Varoufakis foi capaz de dar, sem reação possível.

Com uma frase daquelas que não ficar eternamente em sua biografia: ” a ira dos credores é trunfo que ostento com orgulho”.

06 julho 2015

Charge do Bessinha


A “voz do povo” só vale para cana, não vale para grana, Deputado Cunha?



Fernando Brito, Tijolaço 

"Cansei de ouvir, na “revotação” da redução da maioridade penal os deputados da direita enchendo a boca para dizer que a maioria esmagadora da opinião pública era a favor de cadeia para adolescentes.

Os mesmos, quase todos, que aprovaram o financiamento privado das campanhas eleitorais, também numa “revotação” cunhística, vão dizer o quê, agora?

16% são a favor de legitimar a doação de empresas; três quartos são contrários.

A a “opinião pública” vale  pela cana, mas não vale pela grana?
Dinheiro de pessoa física a gente dá como quiser e é tolerável que quem tem mais possa dar mais, até certo limite, desde que isso não seja forma de escapar de impostos.

Gleisi a Aloysio: “vestiu a carapuça de golpista”


"Senadora petista acusou o PSDB de adotar uma postura "golpista" e de "criar um clima" para desestabilizar o governo da presidente Dilma Rousseff; presente no plenário, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) rebateu: "Eu sou um senador da oposição. Você chamou a oposição de golpista. Estou contestando"; Gleisi Hoffmann (PT-PR) respondeu em seguida: "Não lhe chamei de golpista. Vossa excelência vestiu a carapuça"

Brasil 247 / Agência Senado

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) discutiram no plenário do Senado nesta segunda-feira 6, um dia depois da convenção do PSDB em que tucanos defenderam que a presidente Dilma Rousseff deixe o governo.

Convicção e oportunismo


Roseli Martins Coelho, GGN

"Este é um excelente momento para se observar as movimentações da esquerda e da direita no cenário político brasileiro. A rigor, todos as organizações partidárias fazem parte do "capitalismo democrático", que implica, evidentemente, levar em consideração os interesses dos capitalistas. Tarefa que é exercida de acordo com as possibilidades e os princípios de cada organização política, e que expressa o pertencimento a um dos dois recortes ideológicos, sobretudo no que diz respeito a interesses econômicos.

Entretanto, além das determinações da economia há outros esferas igualmente importantes para as vidas das pessoas que constituem o estado nacional. É neste ponto que se impõe a seguinte pergunta: por que o PSDB votou completo pela diminuição da maioridade penal?

Dilma faz primeiro movimento de resistência


Tereza Cruvinel, Blog:Tereza Cruvinel

 "Na reunião do Conselho Político que chamou para esta noite no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff buscará o engajamento dos aliados em sua defesa no processo que representa a ameaça mais imediata de impeachment, o julgamento das contas do governo de 2014.  Ela apresentará aos líderes e presidentes dos partidos aliados a defesa que apresentará até o dia 17 de julho ao TCU e garantirá que as práticas fiscais condenadas não estão sendo adotadas no atual governo. Participam do encontro com os partidos, além dela e do vice Michel Temer, o Advogado Geral da União, Luiz Fernando Adams e os ministros Nelson Barbosa (responsável pela execução orçamentária) e Aloysio Mercadante, do Gabinete Civil.

Não vai haver golpe, e aqui estão as razões

Ela vai até 2018
Paulo Nogueira, DCM

"Cansei.

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Cansei do clima de derrota, de desolação, de paranoia que se alastrou pelos círculos progressistas nas redes sociais.

É como se o golpe fosse uma coisa inevitável.

Não poderia haver coisa mais errada.

Não vai haver golpe. Repito. NÃO vai haver golpe. Lamento as maiúsculas, mas são necessárias neste caso.

2015 não é 1954 e não é 1964.

Charge do Bessinha


Ilusão de Dilma

Toda sorridente no Programa do Jô, amenidades em lugar do revide certo
"A presidenta insiste em buscar a convivência democrática com uma mídia disposta a derrubá-la do governo ou, por tolerância, aceitar a rendição total 

Mauricio Dias, CartaCapital

Dilma Rousseff tem uma corajosa história de vida que vai muito além da valentia de machões guarnecidos pela imunidade no sinuoso ambiente da política. Muitos deles a discriminam por ser mulher. O que fazer? A presidenta parece capaz de se submeter a sacrifícios pessoais e políticos para atingir os objetivos dela ou para cumprir acordos assumidos. 

Como qualquer um, Dilma ora acerta, ora se equivoca.  Dois equívocos. Nos anos de chumbo fez um desvio arriscado à esquerda. Perdeu. Agora, na Presidência da República, pela segunda vez, virou precipitadamente à direita, embora a sinalização sugerisse: “Vire à esquerda”. Aguardemos o desfecho.

A guerra dos urubus, agora na Folha


Fernando Brito, Tijolaço

"Ontem, escrevi aqui sobre algo que está se tornando tão evidente que até consegue sair nos jornais, neste paradoxo em que vivemos no qual a verdade raramente está ali: a guerra de urubus que se formou na oposição, para saber quem lidera a posse dos despojos do governo que, pequeno detalhe, foi eleito pela população.

Como este governo permanece inerte e dispensa qualquer esforço para que prossiga seu processo de extermínio, a oposição passa a dedicar seu esforços pela disputadas de “como e quando” apossar-se do poder e quem terá nisso o papel hegemônico.

Como todos sabemos, não há racismo no Brasil


Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto

Como todos sabemos, não há racismo no Brasil.

Ou exploração sexual de crianças e adolescentes.

O machismo? Uma mentira.

E a homofobia, uma invenção.

Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias.

Ao me relacionar com as outras pessoas, não faço isso só, mas me acompanham séculos de acomodação cultural, de preconceitos e medos dos que vieram antes de mim. Não só a genealogia pesa sobre os ombros, mas também a história e as condições sociais do país. De certa forma, na fala do “agora” está presente toda a história humana.
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