28 julho 2014

Charge do Bessinha


A conversa da CNI é a do Armínio: “os salários estão altos demais”

Fernando Brito, Tijolaço  

'O Estadão anuncia que a Confederação Nacional das Indústrias apresenta aos candidatos uma nova fórmula de reajuste do salário mínimo.

Fórmula, aliás, espertíssima.

O aumento, que hoje considera a inflação e o avanço do PIB de dois anos antes, passaria a usar como indicador o PIB per capita, ou seja, a divisão do PIB pela população.

Mas não dá no mesmo?

Não, não dá, porque a variação do  PIB per capita é sempre menor que a variação do PIB, salvo quando a população diminui.

Ou seja, quando morre mais gente do que nasce.

Como funciona a PPP aérea de Aécio em Minas



Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

'Para entender o título: PPP é a sigla que designa em todo o país as Parcerias Público Privadas, investimentos conjuntos de governos e empresas em obras e serviços de interesse de toda a sociedade.

Em Minas, o ex-governador Aécio Neves inovou durante seus oito anos de mandato, criando uma PPP muito particular. No caso dos agora famosos aeródromos reformados no interior do Estado, funciona assim: o poder público entra com a grana, e os donos de jatinhos, sem gastar um tostão, recebem o conforto de uma pista próxima à porteira das suas fazendas. É um programa que pode receber a sigla JAF (Meu Jatinho, Meu Aeroporto, Minha Fazenda).

Antes que completasse uma semana a denúncia feita pela "Folha" sobre a pista de R$ 14 milhões construída pelo governo mineiro na pequena cidade de Cláudio, onde a família do presidenciável tucano possui fazendas bem próximas, surgiu a informação de que um segundo aeródromo foi asfaltado em Montezuma, município ainda menor em que Aécio tem uma empresa agropecuária.

Por que o tiro sai pela culatra

Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa

'Cautelosamente, os jornais brasileiros começam a interpretar o quadro mais amplo das pesquisas de intenção de voto, colocando em perspectiva alguns fatos que foram vinculados recentemente às escolhas do eleitorado. Manifesta-se na imprensa uma necessidade de entender por que razão a vantagem da presidente Dilma Rousseff sobre seus principais adversários se mantém praticamente incólume, contrariando as expectativas criadas pela maioria dos analistas a cada rodada de consultas.

A pergunta por trás desse esforço é a seguinte: como é que ela continua na liderança, com grande potencial para vencer no primeiro turno, se quase tudo que se noticiou ao longo dos últimos meses deveria ter induzido a uma queda na sua aprovação?

Uma das respostas vem junto com a própria pergunta: quanto mais se fala de um candidato, mais conhecido ele se torna. Se o cidadão não enxergar uma grande diferença entre eles, e se a situação geral não produz um desejo massivo e radical de mudanças, a tendência é que o nome mais conhecido acabe se consolidando na mente dos eleitores.

Bombas em vez de brinquedos: crianças têm infância perdida em Gaza e Síria

Tanques viraram brinquedos para muitas crianças sírias
Lyse Doucet, BBC News / BBC Brasil

"Quando você vê na TV, não é como é na vida real."

Syed, de 12 anos, se inclina e olha atentamente uma estreita parede de concreto cinza, como se seus olhos fossem capazes de abrir um buraco capaz de ajudá-lo a escapar de sua vida. Morador de Gaza, ele assistiu à morte de seu irmão mais novo.

"Quando sentamos na ambulância juntos, pensei que ele fosse sobreviver, então me senti um pouco melhor", diz. Mas quando chegaram ao hospital, Mohammad já estava morto.

Três de seus primos também morreram naquele 16 de julho. Eles brincavam em uma praia perto do porto de Gaza quando Israel atingiu a área duas vezes.

Os conflitos modernos são travados em ruas e escolas, deixando pouco de pé. Cada vez mais crianças morrem, e o próprio conceito de infância está sendo destruído.

Protagonismo crescente

"Os recentes fatos geopolíticos demonstram que encontra-se em processo de transição mais acelerada a mudança para uma outra ordem internacional multilateral, indicando, por sua vez, a tendência mais acentuada à decadência da chamada Nova Ordem mundial que já apresenta sinais de falência.

Eduardo Bomfim, Vermelho 

Os novos atores no palco das relações globais, o Brics, mais da metade da população do planeta, que antes representavam uma promessa significativa ultrapassaram o sinal que demarcava a expectativa do futuro promissor, para o outro lado da História, o da realidade tangível.

Ou seja, o processo histórico mundial já se encontra naquele momento da viragem sem volta, com todas as possibilidades e as consequências que esses tempos sempre registram na vida dos povos.

Para Dilma, ataque de Israel a Gaza é massacre


Terra

"A presidente Dilma Rousseff contradisse seu assessor especial para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, e negou que Israel esteja cometendo um genocídio na Faixa de Gaza. Para a presidente, no entanto, o que acontece na região é um massacre. “Na Faixa de Gaza está havendo um massacre, uma ação desproporcional, não um genocídio”, afirmou Dilma em sabatina da Folha de S.Paulo.

A presidente evitou polemizar as declarações do porta-voz da chancelaria israelense, Yigal Palmor. “Lamento as palavras do porta-voz, pois as palavras produzem um clima muito ruim, deveríamos ter cuidado com as palavras”, afirmou. No início das ofensivas militares israelenses, o governo brasileiro chamou seu embaixador em Tel Aviv para consultas, o que na diplomacia é um gesto importante de desaprovação.

Sobre os ataques, Dilma se alinhou à posição das Nações Unidas sobre o tema. “A decisão da ONU de exigir um cessar-fogo imediato é muito bem vinda, pois é uma situação que não dá para continuar”.

Charge do Bessinha


O médico norueguês que convidou Obama a passar uma noite no hospital de Gaza

Um sonhador com os pés no chão
, Diário do Centro do Mundo 

'Clap, clap, clap.

De pé.

O médico norueguês Mads Gilbert, 67 anos, é um foco tocante, inspirador, soberbo de luz no cenário desolador de Gaza.

Você olha para Gilbert e recupera, ao menos parcialmente, a fé na humanidade.

Gilbert presta serviços voluntários num hospital de Gaza. É um hospital precário e extraordinariamente ativo, dadas as circunstâncias.

Como disse Gilbert, os equipamentos ali poderiam estar num museu nas grandes cidades ocidentais.

Gilbert chamou a atenção, nestes dias, ao mandar uma carta aberta ao presidente Barack Obama.

A tragédia palestina e a vitória dos “anões diplomáticos” sobre israelenses na ONU


"As razões da repentina e grosseira resposta israelense contra o Brasil - que ressaltou, desde o início, o direito de Israel a defender-se - devem ser buscadas não no “nanismo” diplomático brasileiro, mas no do próprio governo sionista

Mauro Santayanna, Brasil 247

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, deve estar achando o máximo ter sido repentinamente elevado, pela rançosa e entreguista direita latino-americana - como o Sr. Andrés Oppenheimer - à condição de “superstar”, depois de ter chamado o Brasil de “anão diplomático” e de ter nos lembrado, com a autoridade moral de um lagarto, que “desproporcional é perder de 7 x 1”, referindo-se à Copa do Mundo, e não, matar e ferir mais de 3.000 pessoas e desalojar quase 200.000, para “vingar” um número de vítimas civis que não chegam a cinco.

Com acesso a drones e a sofisticados satélites de vigilância norte-americanos, e a compra de espiões em território “controlado” pelo Hamas – traidores e mercenários existem em todos os lugares - Israel poderia, se quisesse, capturar ou eliminar, com facilidade, em poucos meses, os responsáveis pelo lançamento de foguetes contra seu território, assim como alega contar com eficaz escudo que o protege da maioria deles.

Quando Golias é judeu

Na luta desigual, de um lado morrem os civis, e muitas crianças, do outro sobretudo os soldados
"A invasão ofende os Direitos Humanos diante da indiferença cúmplice das potências ocidentais

Gianni Carta, CartaCapital 

Cidade de Gaza, quinta-feira 24. Ruas cobertas de cadáveres. Casas sem fachada, esburacadas ou destruídas. Mães, pais, crianças e idosos aos prantos e gritos. Alguns seguram nos braços crianças mortas, por vezes decapitadas. Tanques de guerra. O incessante barulho ensurdecedor das metralhadoras dos soldados do Tsahal, ou IDF, o exército israelense, ou de bombas lançadas de caças F-18. Ou pelos navios de guerra no Mediterrâneo. A toda essa tragédia se mescla o assobio de mísseis, vindo de todas as partes, inclusive dos teleguiados, a marcar presença no céu. “Eles atiram nas pessoas, nas vacas, em qualquer coisa que se mova”, grita uma septuagenária. Nos seus olhos, como nos de seus conterrâneos, estampam-se o medo, o desespero, o horror. Motivos não escasseiam.

Na quinta-feira 24, quando este artigo seria impresso, o número de baixas era de 700 palestinos, dos quais 150 crianças, e mais milhares de feridos. Segundo as autoridades israelenses, 32 soldados tinham perdido a vida, e mais três civis israelenses. Em Gaza falta água potável. As pessoas comem quando há comida, praticamente dia sim, dia não. Hospitais não têm condições de tratar todos os feridos. Ambulâncias, inclusive aquelas dos Médicins Sans Frontières, não circulam na probabilidade de ser atingidas. 

Marinho comprou imóvel com dinheiro de conta na Suíça, afirma Promotoria

Entrada da rua no bairro do Morumbi, em São Paulo, onde fica casa de Marinho
"De acordo com promotores, no mesmo dia em que comprou casa no Morumbi, em 1998, conselheiro do TCE transferiu US$ 1,15 milhão, que seria fruto de propina, para banco nos Estados Unidos

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo 

O Ministério Público de São Paulo avalia haver indício de que dinheiro depositado em uma conta na Suíça pertencente ao conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), pagou a compra de sua residência no bairro do Morumbi, em São Paulo, hoje avaliada em R$ 4 milhões. A Promotoria também requisitou à Justiça que todos os recursos localizados nessa conta sejam transferidos em favor da Fazenda do Estado de São Paulo.

Parecer técnico do Ministério Público revela que no mesmo dia em que transferiu US$ 1,15 milhão da Suíça para o Coutts Bank, banco nos Estados Unidos, o conselheiro fechou a compra do imóvel na capital paulista. A Promotoria apurou que os vendedores do imóvel onde reside Marinho mantêm conta na mesma instituição financeira para a qual ele fez a transferência. As duas operações - transferência do dinheiro e a compra - ocorreram no dia 28 de setembro de 1998."
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Intenção velada de a Alemanha integrar os Brics assusta os EUA

Merkel e Putin, em recente encontro durante reunião de cúpula da União Europeia
Carl Edgard, Correio do Brasil

"Os piores pesadelos do presidente Barack Obama têm ganhado forma, em uma velocidade com a qual ele não contava, no front financeiro. Uma análise do doutor em Estatística Jim Willie, PhD na matéria pela Carnegie Mellon University, nos EUA, afirma categoricamente que a Alemanha está prestes a abandonar o sistema unipolar apoiado pela Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e os EUA, para se unir às nações dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, razão pela qual a agência norte-americana de espionagem NSA ampliou suas escutas à lider germânica Angela Merkel e terminou flagrada por agentes do serviço secreto alemão, após as denúncias do ex-espião Edward Snoden. Em entrevista ao blogueiro Greg Hunter, editor do USA Watchdog, Willie afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda o governo norte-americano de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.

Editor de um boletim financeiro a partir de Pittsburg, no Estado norte-americano da Pensylvania, Jim Willie afirma que o apoio dos EUA à Ucrânia e as consequentes sanções impostas à Rússia integram o esforço dos EUA de tentar segurar o êxodo europeu no campo econômico e político, em nível mundial. “Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos.

Paulinho: sogra investigada e 20 mil adesivos contra Dilma


"Francisca Gleivani Gomes Silva é mãe de Samantha, apontada como esposa do deputado Paulinho da Força; ela é acusada pela PF de forjar assinaturas de onze pessoas, de um total de 22 contestadas, na criação do partido Solidariedade; estruturado no ano passado, o partido é o nono na bancada da Câmara, com 21 deputados, e declarou apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves; recentemente, Paulinho mandou imprimir cerca de 20 mil adesivos com a mensagem “Fora Dillma – Chega de corrupção”, com os clássicos “LL” do Collor

Brasil 247

A sogra do deputado Paulinho da Força, Francisca Gleivani Gomes Silva, foi indiciada pela Policia Federal sob acusação de atuar em esquema para falsificar assinaturas para a criação do Solidariedade (SDD).

Francisca é mãe de Samantha, apontada como esposa de Paulinho. Ela é acusada de forjar assinaturas de onze pessoas, de um total de 22 contestadas. Outras duas pessoas também foram indiciadas. Para ser registrado no TSE, o SDD teve de validar 500 mil assinaturas.

Estruturado no ano passado, o partido é o nono na bancada da Câmara, com 21 deputados, e declarou apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves.
Segundo a coluna Poder Online, Paulinho mandou imprimir cerca de 20 mil adesivos com a mensagem “Fora Dillma – Chega de corrupção”, com os clássicos “LL” do ex-presidente Fernando Collor.

Segundo ele, os adesivos têm feito mais sucesso por São Paulo do que os dele próprio. “Os meus ninguém pede, mas os dela todo mundo quer. O pessoal vê no carro e me para no trânsito. Por isso mandei fazer um monte”, diz o deputado federal e líder da Força Sindical."

27 julho 2014

Charge do Bessinha


Alckmin perde 31% do tempo de TV; 2º turno a caminho?


Emílio Lopez, especial para o Viomundo

"Com base nas pesquisas das últimas semanas, muitos acham que o governador  Geraldo Alckmin (PSDB) será reeleito no primeiro turno.

O cenário eleitoral, porém, caminha para um provável segundo turno.
Estes fatores poderão contribuir para isso:

1) Pela primeira vez, o candidato do PSDB não terá o maior tempo de TV e rádio. Esse benefício ficará com a oposição.  Sem contar os demais candidatos,  Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT), juntos, terão metade do horário eleitoral.

A tabela abaixo compara o tempo de TV e rádio de 2010 com o de 2014.

Alckmin perdeu  31% tempo de TV que tinha em 2010, ou seja, 2 minutos a menos. O candidato do PT ficou estável, já que ganhou 6 segundos. O grande beneficiado foi Skaf: cresceu quase 4 minutos.


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