Sarney manda fazer devassa em Agaciel

Jornal do Brasil

“O ex-diretor do Senado por 12 anos Agaciel Maia, apadrinhado por todo esse período pelo senador José Sarney, agora está na berlinda. O cacique, que reuniu neste domingo seis senadores em sua residência, perdeu a paciência com a descoberta de três novas contas secretas, no valor de R$ 160 milhões, controladas por Agaciel – segundo reportagem publicada neste domingo pela Folha de S. Paulo.

Logo pela manhã, em companhia dos senadores do PMDB, Sarney telefonou para o atual diretor do Senado, Haroldo Tajra, e determinou que ele apurasse tudo. Em suma, confidenciaram os presentes, o presidente do Congresso mandou fazer uma devassa na administração de Agaciel Maia. Foi a primeira vez que o veterano, segundo testemunhas, mostrou tamanha irritação com o “ex-afilhado”. Até este domingo, Sarney estava neutro, deixando todo o ataque e investigação nas mãos do primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI).”
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Zelaya pede às Forças Armadas que baixem as armas em Honduras

Agência EFE

“O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya pediu no final da noite de domingo (5) de El Salvador às Forças Armadas de seu país que baixem seus rifles e não os apontem contra seus irmãos, ao condenar hoje a morte de uma pessoa em Tegucigalpa.

"Apelo às Forças Armadas de Honduras que baixem seus rifles", declarou Zelaya em entrevista coletiva junto aos presidentes da Argentina, Cristina Fernández; Equador, Rafael Correa; Paraguai, Fernando Lugo; e El Salvador, Mauricio Funes.

Zelaya lamentou a morte de um jovem, no que descreveu como repressão contra uma manifestação pacífica, ao mesmo tempo em que se solidarizou com a família da vítima e as dos feridos. Um jovem de 19 anos, identificado como Isis Obed Murillo, morreu após levar um tiro na cabeça, e pelo menos outras dez pessoas ficaram feridas em confrontos entre seguidores de Zelaya e militares no aeroporto, para onde foram milhares de partidários do presidente destituído.

O chefe deposto de Estado se pronunciou após os fatos registrados em Tegucigalpa ontem, onde seu avião não conseguiu aterrissar depois que militares obstruíram a pista do aeroporto Toncontín. O Exército de Honduras colocou veículos sobre a pista de pouso do aeroporto internacional de Tegucigalpa no início da tarde do domingo. Zelaya acabou tendo de pousar em Manágua, capital da Nicarágua, e em seguida foi para El Salvador, onde chegou na noite de ontem.”
Foto: El País
UOL
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Ladrão que rouba ladrão...

Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação

"Por aqui no Brasil, prosseguem os vários capítulos da novela sobre as maracutaias no Senado e na Câmara dos Deputados. De José Sarney a Heráclito Fortes, passando pelo deputado do castelo, Edmar Moreira, que acabou de ser absolvido pela Comissão de Ética (?) e muitos outros, toda a história remete a uma ocorrida há anos, digna do saudoso Stanislaw Ponte Preta.

Sarney, sem dúvida seria personagem de Ponte Preta, sobretudo depois que o seu contador, segundo admitiu em nota da presidência do Senado, esqueceu (?) de declarar na Justiça Eleitoral mansão no valor de 4,6 milhões de reais, comprada do banqueiro Joseph Safra.

O senador Heráclito Fortes poderia ser Dantas, porque usou avião particular do banqueiro Daniel na campanha eleitoral no Piauí, coisa de irmão para irmão, e ainda se proclama rei da cocada preta, ou melhor, arauto da moralidade.

Arthur Virgílio Neto é meio primo Altamirando, outro personagem de Ponte Preta, que aprontava mil, pedia desculpas e dizia sempre que não sabia. Virgilio e Sarney, neste momento aparentemente em terrenos opostos, na prática são farinha do mesmo saco.

O senador tucano gastou dinheiro público para tratar da mamãe, tão doentinha, e agora jura que vai devolver o gasto. Tinha um funcionário que estudava em Barcelona e continuava recebendo salário do Senado, mas garante que não sabia. Vamos parando por aqui porque o senador do PSDB é bravo, já tendo ameaçado dar uma surra em Lula. Que dirá então o que faria com outros brasileiros, ainda mais jornalistas?”
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Charge do Bessinha

Honduras resiste: três mortos com tiros na cabeça

Pelo menos três pessoas foram mortas com tiros na cabeça, informou na noite de domingo (5) a Agência Bolivariana de Notícias. Isso aconteceu logo que aumentou a repressão aos manifestantes que se concentram no aeroporto internacional de Toncontin, em Tegucigalpa, à espera do presidente constitucional Manuel Zelaya.

Vermelho.org

Com bombas de gás lacrimogêneo e disparos de armas de fogo, as forças de repressão, que apóiam o golpista Roberto Michelleti, tentam expulsar os manifestantes que se mantêm nas imediações do aeroporto. Milhares de hondurenhos encontram-se na área.

Retorno a Honduras

A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu Honduras do exercício de seu direito de participação na instituição, baseada no Artigo 21 da Carta Democrática Interamericana. O dispositivo pune os membros que desrespeitam a ordem democrática, após todas as tentativas de diálogo com a organização A decisão foi publicada neste domingo no site da OEA.

Esta tarde, duas comissões decolaram de Washington para Honduras, após uma sessão extraordinária da Organização de Estados Americano (OEA): uma, formada por Manuel Zelaya e o presidente da Assembleia das Nações Unidas (ONU, Miguel D`Escoto) e outra, integrada pelo secretario-geral da OEA, José Miguel Insulza, e os presidentes Cristina Fernández Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).

''Estamos agindo de acordo com o Tratado de Direito Internacional e com as ações a tomar para a restituição da democracia em Honduras, agregou Manuel Zelaya.

No entanto, nenhum avião no qual o presidente José Manuel Zelaya Rosales esteja viajando terá permissão para aterrissar em Honduras, informa a agência de notícias argentina Telam. O aviso foi dado por Roberto Micheletti, que ocupa a Presidência do país desde domingo passado (28), quando um golpe de Estado tirou Zelaya do poder.”
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Fantasmas argentinos assombram Tegucigalpa

O mais recente golpe de estado em Honduras contém um desses cadáveres escondidos, que assombram a história da América Latina. Hoje, com governos populares e nacionalistas encaminhando mudanças sociais, econômicas e políticas pela via constitucional, a direita prepara uma reação cuja retórica esconde esqueletos e mortos. As eleições legislativas argentinas do último domingo ajudam a entender essa retórica e os seus mortos no armário da impunidade com que a direita latinoamericana sempre golpeou seus povos. A análise é de Katarina Peixoto.

Katarina Peixoto, Carta Maior

Agora que não é mais proibido falar das diferenças com respeito à verdade, na política, a busca pelos ratos mortos nos armários da direita se reveste de sentido. O mais recente golpe de estado em Honduras contém um desses cadáveres escondidos, que assombram a história da América Latina. O arbítrio contra a legitimidade é uma briga que vem ganhando conotações ao mesmo tempo mais complexas e temerárias. Por um lado, a condenação do governo Obama ao golpe não é um fato irrelevante, quando menos, porque revela um inédito comportamento de respeito à democracia. Isso também se extende à atitude honrosa da Organização dos Estados Americanos. O monstro ideológico que está se formando não pode ser visto com os olhos do infantilismo e do sectarismo esquemáticos de um mundo que acabou.

Uma das coisas que se aprende em qualquer doutrina penal democrática é que a imputabilidade de conduta ilícita é pessoal. E as lições e interpretações européias ou europeizantes sobre totalitarismo e des-responsabilização criminal não se aplicam a uma elite golpista e avessa à ordem constitucional, se que é se aplicam em caso algum. A direita latinoamericana não precisou de lições da Santa Igreja nem de impérios seculares para perpetuar extermínios, saques e arbítrios, ao longo de séculos.

Hoje, com governos populares e nacionalistas encaminhando mudanças sociais, econômicas e políticas pela via constitucional, e com as derrotas políticas e morais dos mais recentes intentos golpistas (na Venezuela, no Brasil, no Paraguai, na Bolívia, em Honduras), a direita prepara uma reação cuja retórica esconde esqueletos e mortos não suscetíveis a qualquer debate interpretativo. As eleições legislativas argentinas do último domingo ajudam a entender essa retórica e os seus mortos no armário da impunidade com que a direita latinoamericana sempre golpeou seus povos.”
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Fazenda divulga mais de 1 milhão de nomes de devedores da União na internet

Leandro Kleber, Contas Abertas

“A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) começou a divulgar em sua página na internet o nome de mais de 1 milhão de devedores, entre pessoas físicas e jurídicas, inscritos na Dívida Ativa da União. Os contribuintes que possuem dívidas com a União executadas pela Justiça estão na lista, que não inclui as pessoas com débitos previdenciários ou que tenham ação judicial questionando o débito. Por isso, cerca de um milhão de devedores ficaram fora da relação. No total, as dívidas somam R$ 650 bilhões.

De acordo com a portaria 642 divulgada nesta quinta-feira (2), a Procuradoria divulga a relação de devedores com nome do devedor principal, números de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), tipo de dívida e a unidade judicial na qual o débito estava sendo cobrado. A relação de nomes será atualizada mensalmente pela PGFN. O site já registra 70 mil acessos desde quarta-feira e, com isso, a navegação está congestionada.

Segundo o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, a ideia do governo é permitir que operações de crédito sejam feitas com maior segurança no país e melhorar a qualidade da cobrança da Dívida Ativa. “Queremos dar transparência à situação cadastral dos devedores. A lista permite que os negócios sejam feitos com mais segurança e melhora a qualidade e a eficácia da cobrança da dívida”, afirmou.”
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Covardia!

Jovem de 19 anos foi morto por militares no aeroporto de Tegucigalpa (Honduras)

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“Exército de Honduras colocou veículos na pista do aeroporto internacional de Tegucigalpa e impediu pouso do voo com o presidente deposto, Manuel Zelaya. Enquanto isso, soldados jogaram gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes --pelo menos uma pessoa já morreu no confronto.” Folha
Foto: Eduardo Verdugo, AP

E o PSDB?

Fernando Barros de Mello, Folha Online

“Avançado nas articulações políticas, o secretário da Casa Civil de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), intensificou outro pilar de sua estratégia para se tornar candidato tucano ao governo paulista no ano que vem, caso o governador José Serra concorra à Presidência. Ele cumpre uma agenda de viagens e inaugurações no interior do Estado, somada a reuniões constantes com prefeitos e políticos.

Ontem, esteve no coreto da praça central de Tatuí (sudoeste do Estado) para o "descerramento das placas de inauguração" das obras em duas rodovias vicinais, em funcionamento há cerca de um ano. Antes, reuniu-se com políticos em um hotel. Segundo aliados de Aloysio, a estratégia é consolidar os laços do tucano no "mundo político". Por essa lógica, os resultados das pesquisas não seriam importantes neste momento.

Outro pré-candidato tucano ao governo estadual, o ex-governador e hoje secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, obtém de 47% a 50% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. No cenário sem Alckmin e com Marta Suplicy como candidata petista, Aloysio tem 2%.

Sua última eleição foi para deputado federal em 2002, quando obteve 251 mil votos.”
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''Queremos que não valha a pena corromper''

Abramovay diz que prejuízo para empresas que se envolvem com escândalos é hoje muito pequena no Brasil

Felipe Recondo, O Estado de São Paulo

Ao enviar ao Congresso o projeto de responsabilização de pessoas jurídicas, a proposta do governo federal é atingir o bolso das empresas e, com isso, coibir a prática da corrupção. O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, que está envolvido na discussão, diz que a ideia é punir as empresas de tal forma que fiquem desestimuladas a se envolver em esquemas de corrupção. Ele avalia que as empresas têm pouco a perder se praticam crimes contra a administração pública. "Hoje, o prejuízo para a empresa é muito pequeno. Queremos que esse prejuízo seja tão grande que não valha a pena corromper."

Qual será a consequência do projeto para as empresas brasileiras?

Esperamos maior responsabilidade das empresas. Estamos vivendo no mundo em que a responsabilidade corporativa é importante, onde as empresas se preocupam em fazer programas de prevenção da corrupção por ser importante para a imagem delas. Precisamos lidar com essa nova realidade e dizer que o governo pode punir empresas que são corruptas.

Hoje, a punição é imposta pelo mercado?

O fato de se ter uma empresa cuja política necessite corromper uma pessoa para fazer determinada coisa andar precisa ser punido pelo Estado. Isso precisa afetar o valor da marca, precisa afetar a empresa. É muito mais grave ter uma empresa punida do que um diretor que praticou determinado ato. Por isso estamos preocupados com a condenação de empresas e não só das pessoas físicas nos casos de corrupção.

Não é possível punir essas empresas com base na legislação atual?

É muito difícil hoje punir empresas, porque a lógica que se aplica é a do direito penal. E o direito penal no Brasil é feito para punir pessoas físicas. Por isso queremos sair desse debate para podermos punir a empresa (no âmbito administrativo e cível) e gerar um prejuízo que é muito maior, que vai além da multa e atinge a imagem. Queremos que o consumidor saiba que a empresa foi condenada. É importante saber que aquela empresa tinha na sua política a prática da corrupção.”
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Charge do Ronaldo

Brasil vai propor desmonte do G-8

Governo deve ter o apoio da França para uma transição ?suave e elegante? das atribuições desse grupo para o G-20

Denise Chrispim Marin, O Estado de São Paulo

Depois de decretar a morte do G-8, grupo dos sete países mais ricos mais a Rússia, o governo brasileiro pretende propor uma transição "suave e elegante" das atribuições desse grupo para o G-20, a frente das maiores economias do mundo que despontou em dezembro para lidar com a crise global.

O desmonte gradual do G-8 será defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula em L?Aquila, na Itália, entre os dias 8 e 10 deste mês. Lula participa do encontro como membro do G-5 - África do Sul, Brasil, China, Índia e México -, grupo que tem sido convidado para um diálogo "aberto e franco" com o G-8 nos últimos anos. "O G-8, se eles (seus líderes) quiserem que continue, que continue. Mas para discutir as questões econômicas e financeiras do mundo, eu acho que o G-20 é o fórum ideal", afirmou ontem Lula, ao chegar em Paris, onde passa o fim de semana reunido com assessores e com a família.

Ciente da resistência do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e de outros líderes do G-8 à sua tese, Lula buscará previamente a parceria do presidente da França, Nicolas Sarkozy, com quem se reunirá na terça-feira, no Palácio do Eliseu. No mesmo dia, jornais brasileiros e franceses publicarão um artigo conjunto dos dois presidentes no qual defenderão a necessidade de mudança nos foros e organismos de governança global.

"Brasil e França acreditam que o G-20 se tornou uma instância privilegiada neste momento em que caminhamos para um mundo multipolar", afirmou o assessor especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. "Em certa medida, o G-8 enfraqueceu por causa da emergência do G-20."
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A estranha ética de Arthur Virgílio

O líder do PSDB no Senado reconhece ter recebido vantagens indevidas, como foi denunciado por ISTOÉ, e diz que vai devolver o dinheiro público

ISTOÉ

Na segunda-feira 29, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) subiu à tribuna do Senado para responder às denúncias publicadas por ISTOÉ. Durante três horas e 20 minutos, fez um dos discursos mais longos da história da Casa. Mas tudo não passou de pura retórica. Sem nenhum documento, Virgílio esbravejou ao vento. Ele não rebateu as acusações e confirmou com mais detalhes os fatos trazidos à tona. Na verdade, o senador autoincriminou-se. A partir de seu relato inflamado, ficou claro que o líder do PSDB no Senado infringiu os artigos do Código de Ética que preveem sanções para casos de abuso de prerrogativa e obtenção de vantagens indevidas e doações.

E mais: ao reconhecer os pecados cometidos no exercício do mandato, o senador demonstrou que, embora seja severo na hora de julgar adversários políticos, costuma adotar padrões éticos bem mais elásticos em relação às próprias atitudes.

Segundo reportagem de ISTOÉ, Virgílio manteve um servidor fantasma lotado em seu gabinete. No discurso, o senador, visivelmente alterado, admitiu que errou ao manter na folha de pagamento do Senado Carlos Alberto Nina Neto, filho do amigo e seu subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, mesmo quando ele resolveu estudar no Exterior. Nina Neto foi contratado em 21 de maio de 2003 como assistente técnico, com salário de cerca de R$ 10 mil. Em 2005, entre maio e julho, foi para Barcelona para um mestrado e continuou recebendo salário. Depois, passou mais de um ano fora, entre outubro de 2006 e novembro de 2007, fazendo pós-graduação. De volta ao Brasil, continuou no gabinete de Virgílio até ser exonerado em 22 de outubro de 2008. "Esse é um equívoco do qual me penitencio, um erro pelo qual mereço ser, sim, criticado", resignou-se. De acordo com o tucano, Carlos Homero chegou a aconselhar que ele pedisse à Mesa Diretora para "dar autorização" e ainda "pagar as diárias" do filho. Virgílio achou que as diárias "eram demais", mas por conta própria decidiu pagar os salários, "sem a noção clara do pecado".
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Coisas da Política - O encontro de Moscou

Mauro Santayana, JB Online

“Quando duas grandes nações, sobretudo se são historicamente rivais, se entendem, alguém paga pela paz. Assim tem ocorrido sempre na História. Os pactos se fazem contra terceiros. Entre tantos exemplos, podemos ficar com um dos mais recentes, em termos históricos: o da capitulação da França de Daladier e da Inglaterra de Chamberlain, sob a iniciativa da Itália de Mussolini, ante as exigências de Hitler sobre o território dos sudetos. Quem pagou pelo Acordo de Munique, firmado na madrugada de 30 de setembro de 1938, foram os tchecos. Hitler, depois de anexar a Áustria, fez ultimato a Praga, para que lhe fosse entregue a soberania sobre o território ocidental do país. Os tchecos resistiram, confiados nos acordos de solidariedade que tinham com a Inglaterra e a França, mas franceses e ingleses os abandonaram. Hitler, autorizado por Paris e Londres, ocupou o país nas primeiras horas do dia seguinte. O escritor Karel Capek, acometido de infecção pulmonar, deixou, no mesmo dia, de medicar-se, como protesto, e morreu no Natal seguinte. Poucos meses mais tarde, a Tcheco-Eslováquia se tornava "protetorado" do Reich. Seu presidente, Hácha, sob a ameaça de que as principais cidades do país seriam arrasadas, rendeu-se à força, assinando o "pedido" ao Reich, para que "protegesse" o seu povo.

Terça-feira se reúnem, em Moscou, os presidentes Barack Obama e Medvedev. Vão iniciar novas negociações para a redução recíproca de armas nucleares (diminuir o supérfluo, e manter, nos dois lados, bombas suficientes para aniquilar a Terra e a Lua). É claro que haverá concessões de lado a lado. Os russos querem acabar com o chamado escudo protetor antibalístico, que os americanos pretendem instalar na Polônia e na Tcheco-Eslováquia. Como não são parvos, sabem que a iniciativa, de Bush, nada tem de defensiva, e constitui ameaça a queima-roupa contra seu povo. Como prova de boa vontade, conforme informava a imprensa no fim de semana, estão dispostos a abrir caminho em seu território, a fim de que os norte-americanos possam, com mais segurança, abastecer a sua frente no Afeganistão com equipamentos e homens.”
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Agaciel movimentaria R$ 160 mi em contas secretas do Senado

Redação, Portal Terra

"O Senado tem três contas bancárias paralelas à oficial com saldo de R$ 160 milhões e que eram movimentadas com total liberdade, e sem prestar esclarecimentos, pelo ex-diretor geral da Casa Agaciel Maia. As informações são da edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo.

As contas bancárias - duas na Caixa Econômica Federal e uma no Banco do Brasil (BB) - não constam da contabilidade oficial do Senado e nem no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) - que acompanha os gastos públicos. De acordo com o jornal, a única fiscalização sobre os recursos cabe a uma comissão de 11 servidores que nunca se reuniram atualmente, é composta apenas por indicados por Agaciel Maia.

O dinheiro nas contas, de acordo com a Folha de S.Paulo, vem de um desconto feito nos salários dos servidores para custear um plano de saúde. No entanto, apenas uma pequena parte do valor era efetivamente usada para este fim, já que o Senado custeia quase a totalidade dos tratamentos médicos de seus servidores e possui orçamento próprio para isso.

Neste ano, ainda sob a gestão de Maia, as contas tiveram despesas autorizadas de R$ 35 milhões, mas só foram gastos efetivamente R$ 6 milhões.

A separação destas contas da contabilidade oficial, em 1997, foi autorizada pelos então senadores Antonio Carlos Magalhães, Geraldo Melo, Ronaldo Cunha Lima, Lucídio Portella, Emília Fernandes e Marluce Pinto.”
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Governo não se intimida e acerta contra a crise

Zé Dirceu

“O governo faz bem e não se intimida com a campanha dos comentaristas e articulistas da mídia - com as Organizações Globo à frente - contra o aumento dos gastos públicos. Determinado, sustenta a sua política anticíclica e cria as condições para o país crescer.

Agora, por exemplo, respondendo às necessidades e aos pedidos da indústria das áreas texteis e siderúrgicas que voltaram a investir, vai reduzir o imposto de importação de máquinas e equipamentos, importantes nas linhas de produção desses setores.
Além disso vai renovar o benefício de redução de alíquotas de importação para máquinas e equipamentos também incluídos na lista.

Estas medidas, mais a manutenção do aumento ao funcionalismo público e o reajuste anual do Bolsa Família - uma medida óbvia - reforçam os investimentos e o consumo e sustentam o crescimento do emprego e da arrecadação, anulando o efeito de aumento dos gastos públicos.

Na prática, maior redução do déficit público

Na prática o governo reduziu o superávit público em mais 0,5%, utilizando o espaço que lhe dá o conceito de Projeto Piloto de Investimento (PPI), as obras de infraestrutura prioritárias que podem ser descontadas do cálculo do superávit.

A decisão permite a inclusão nesse conceito de todas as iniciativas relacionadas ao PAC, que obviamente são obras prioritárias. O governo aumenta, assim, sua disponibilidade de R$ 15 bilhões para R$ 21,4 bilhões, o equivalente a 0,65% do PIB, que deverão ser investidos durante este ano.

A rigor ele pode, ainda, utilizar os recursos depositados no Fundo Soberano, no valor de R$ 15 bilhões. O superávit que era de 3,3%, depois de 2,5%, do ponto de vista contábil fica agora reduzido a 1,85% do PIB - e sem considerar que temos uma reversão de 0,5% do PIB no Fundo Soberano.”
Blog do Zé dirceu

“Apenas governos legítimos podem se retirar de uma entidade como a OEA"

Jim Wolf, Reuters

“O governo provisório de Honduras não pode se retirar da Organização dos Estados Americanos porque não é um governo legítimo, disse uma autoridade da OEA no sábado.

"Apenas governos legítimos podem se retirar de uma entidade como a OEA", disse Albert Ramdin, secretário-geral-assistente da instituição, antes do encontro especial da organização sobre o país.
Ele afirmou que o atual "regime" em Honduras não é reconhecido como o governo legítimo do país.

O governo provisório tomou o poder após um golpe de Estado que removeu o presidente Manuel Zelaya. Seus integrantes rejeitaram as exigências de devolver o poder a Zelaya e, em uma atitude desafiadora, renunciaram à carta da OEA.”

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Honduras: repressão!

Zelaya convoca povo para recebê-lo domingo em Honduras

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, informou que voltará este domingo (05) ao seu país. Ele disse que desembarca no Aeroporto Internacional de Tegucigalpa, acompanhado por vários presidentes e membros da comunidade internacional, entre eles, Rafael Correa (Equador) e Cristina Kirchner (Argentina). Zelaya convocou todos os movimentos sociais e a população em geral para que se mantenham pacificamente nas ruas e o acompanhem em seu regresso.

Vermelho.org / Juventud Rebelde

Ele advertiu aos golpistas que estão "cercados" por todos os governos do mundo e os convidou a desistir desta postura."Há um repúdio geral, em nível mundial, a essas ações dentro na nação. Esses atos não passarão em vão. Terão que prestar contas nos tribunais internacionais por suprimir liberdades e reprimir o povo", disse o presidente em anúncio transmitido pela emissora Telesur.

Zelaya convocou todas as organizações sociais a manterem-se em resistênia contra o governo de fato e pediu que o façam sem armas e que deixem a violência para as autoridades que estão no poder. "Peço a agricultores, donas de casa, amigos, políticos, empresários, que me acompanhem em meu regresso (...) Não podemos perder o nosso direito de escolher. Estou disposto a fazer qualquer sacrifício para obter a liberdade da nação", disse.

Zelaya reiterou que está é uma grande oportunidade para demosntrar ao mundo "que somos capazes de ir adiante apesar dos obstáculos desta seita criminosa que hoje pretende apropriar-se dos destinos da nossa nação."
Ele comunicou que este domingo volta a Honduras para "fazer cumprir aquilo que temos defendido em nossas vidas, que é a vontade de Deus através da vontade do povo."

"O destino da minha vida está ligado ao destino do povo hondurenho", disse o chefe de Estado, que recontou os acontecimentos do último domingo, quando foi sequestrado e levado para fora de seu país pelas Forças Armadas de Honduras, "que hoje estão em conluio com a elite voraz que asfixia o nosso povo".
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Charge do Bessinha

Pesquisa revela que renda da classe C cresce 13%

Aumento do salário mínimo e políticas socias explicam elevação, segundo economista

Gilson Monteiro, Jornal Brasil Atual

Levantamento realizado em dezembro de 2008 indica que a renda do trabalhador brasileiro continua crescendo e melhor, está sobrando um pouco mais no fim do mês. De acordo com o estudo Observador Brasil, a cada vez mais numerosa classe C viu a renda subir 13% com a média pulando de R$ 1.062 para R$ 1.201.

De acordo com o especialista em finanças Amir Khair, a explicação para a boa notícia está na atuação do governo Lula que estimulou o consumo como base de crescimento econômico com aumentos no salários mínimo e a criação de programas sociais.

"Foram políticas que considero bem sucedidas e bem diferentes de políticas de caráter econômico anteriores", afirma. "O resultado é que, na medida em que se concede mais recursos para a base da pirâmide social, isso volta para a sociedade como um todo e ajuda a criar uma classe média mais forte no país", explica. Essa classe média é o que está segurando a repercussão da crise internacional.”
Revista Brasil
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Presidente do Equador acompanhará Zelaya em volta a Honduras

Alexandra Valencia, Reuters

“O presidente do Equador, Rafael Correa, viajará no sábado para Washington para depois ir a Honduras e acompanhar o presidente hondurenho destituído, Manuel Zelaya, em sua volta ao país, disse na sexta-feira o jornal oficial equatoriano.

"O presidente faz preparativos para viajar no sábado a Washington para integrar uma comitiva internacional que planeja acompanhar o presidente deposto de Honduras", disse o jornal El Ciudadano, em sua página na Internet.

Correa se reunirá nos EUA com a presidente argentina, Cristina Kirchner, e com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.”

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Gorilas de Tegucigalpa atacam hospital público de Honduras



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