30 outubro 2014

Janio evidencia tentativa de fraude da Veja


''A Polícia Federal suspeita que Alberto Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada "retificação" feita por seu advogado na quinta, 23. Suspeita um pouco mais: que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial', diz o colunista Janio de Freitas

Brasil 247

O colunista Janio de Freitas refaz o caminho do suposto vazamento da acusação contra Lula e Dilma Rousseff feita pelo doleiro Alberto Youssef - explorada na capa da Veja dias antes do 2° turno.

Segundo ele, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição. “Pode-se ter certeza”.

Ele diz que a Polícia Federal suspeita que Alberto Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada "retificação" feita por seu advogado na quinta, 23 – que segue: "No interrogatório, perguntou quem mais sabia (...) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação."

Mais do que isso, ressalta que o órgão suspeita de que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial (leia mais)."

Devolve, Gilmar!


'Maioria do STF apóia projeto que proíbe contribuição eleitoral de empresas, mas há oito meses Gilmar Mendes usa pedido de vistas do processo para bloquear decisão 

Paulo Moreira Leite, Blog: Paulo Moreira Leite

Quando os brasileiros retomam o debate sobre reforma política e as regras do financiamento de campanha eleitoral, cabe recordar o que aconteceu no STF em abril de 2014. Quando ficou claro — por 6 votos a 1 — que a maioria do Supremo rejeitava a contribuição financeira de empresas às campanhas eleitorais, o ministro Gilmar Mendes interrompeu os debates para pedir vistas e suspendeu a votação com o seguinte argumento:

— Não cabe discutir isso agora. O financiamento já está feito para esta campanha, já está estruturado — disse, conforme registrou o Globo (2/4/2014).

Em novembro, o pedido de Gilmar completa oito meses. Sua argumentação poderia fazer sentido quando  não havia urgência em prosseguir um debate que não teria qualquer efeito prático sobre a campanha presidencial de 2014, já que toda mudança na legislação eleitoral precisa ser aprovada com pelo menos um ano de antecedência.

O medo do comunismo e a paranoaia de pessoas supostamente bem informadas


"Executivos, advogados, médicos etc., pessoas que se consideram "bem informadas" pela mídia tradicional estão, pasmem, com medo da "invasão bolivariana": comunistas escondidos nos telhados, prontos para atacar a noite e articulados pelo Foro de São Paulo

Luis Nassif, GGN

Converso com um advogado, de um grande escritório, liberal e de cabeça aberta. E me surpreendo com seus receios: o de que a vitória de Dilma Rousseff possa ser o início de uma república bolivariana no país.

Por e-mail, um ex-executivo de banco me escreve manifestando o mesmo receio.

São pessoas supostamente bem informadas pelos meios convencionais de informação: os velhos jornais e revistas do eixo Rio-São Paulo.

Esclareço que os problemas do PT são os mesmos dos partidos convencionais: acomodamento trazido pelo poder, apego aos cargos públicos, burocratização, fechamento às manifestações da opinião pública.

Advogado de Yousseff confirma armação de Veja


"O crime eleitoral cometido pela revista Veja, que pertence a Giancarlo Civita e é comandada pelo executivo Fábio Barbosa e pelo jornalista Eurípedes Alcântara (à dir.), foi confirmado, em reportagem desta quinta-feira, por reportagem do jornal Valor Econômico, pelo próprio advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef; reportagem diz que semana passada, Yousseff afirmou que "Lula e Dilma sabiam de tudo"; eis o que diz Figueiredo Basto: "Não houve depoimento no âmbito da delação premiada. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada"; caso está nas mãos de Teori Zavascki, ministro do STF, que pode obrigar Veja desta semana a circular com direito de resposta; atentado à democracia envergonha o jornalismo

Brasil 247

A situação da revista Veja e da Editora Abril, que atingiu o fundo do poço da credibilidade no último fim de semana, com a capa criminosa contra a presidente Dilma Rousseff, acusada sem provas pela publicação, pode se tornar ainda mais grave.
 
Reportagem do jornal Valor Econômico, publicada nesta quinta-feira, revela algo escandaloso: o "depoimento" do doleiro Alberto Yousseff que ancora a chamada "Eles sabiam de tudo", sobre Lula e Dilma, simplesmente não existiu.

Foi uma invenção de Veja, que atentou contra a democracia, tirou cerca de 3 milhões de votos da presidente Dilma Rousseff e, por pouco, não mudou o resultado da disputa presidencial, ferindo a soberania popular do eleitor brasileiro.

29 outubro 2014

Charge do Bessinha


Exclusivo: Quem elegeu a Dilma foi o Lobão?


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"Juro que este é meu último comentário sobre as razões que levaram à reeleição de Dilma Rousseff. É minha contribuição para os analistas que ainda estão quebrando a cabeça para entender o que aconteceu no último domingo.
Como ninguém ainda pensou nisso, sugiro que se leve em conta também o "fator Lobão" _ o cantor, vejam bem, não o ministro.

Entusiasmado cabo eleitoral de Aécio Neves no meio artístico, algumas semanas antes da eleição, como vocês se recordam, Lobão anunciou que deixaria o país se Dilma fosse eleita. Teve gente nas redes sociais que até convocou uma festa de despedida para o cantor, no agora famoso aeroporto de Cláudio.

Requião: Mídia estimula “setores abduzidos pelo fascismo”


Veja o Vídeo:

Alckmin pede água para Dilma


Altamiro Borges, Blog do Miro

'O “picolé de chuchu” é mesmo muito sonso e dissimulado. Nesta quarta-feira (29), passados três dias do segundo turno das eleições, finalmente Geraldo Alckmin pediu socorro ao governo federal para enfrentar a grave crise de abastecimento de água em São Paulo. Num verdadeiro estelionato eleitoral, que justificaria até a abertura de processo de impeachment, o governador tucano sempre negou a tragédia que aflige 8,8 milhões de paulistas abastecidos pelo Sistema Cantareira. Em fevereiro passado, a presidenta Dilma Rousseff alertou o governo estadual e se prontificou a dar todo o apoio para solucionar o problema. Geraldo Alckmin, que concorria à reeleição, negou a ajuda. Agora, ele pediu água!

Aécio, Aloysio, as calúnias e o boato da morte do doleiro Youssef


, DCM

"O PSDB poderia, talvez, prestar um serviço a si próprio se não insistisse tanto, e de maneira tão veemente, em subestimar a inteligência dos eleitores, inclusive os do partido.

Da tribuna do Senado, Aloysio Nunes, ex-vice de Aécio, fez um pronunciamento, por um lado, ressentido e, por outro, hipócrita. Recusou o “pedido para diálogo”. “Comigo não! Porque se estende uma mão e a outra mão tem a faca, o punhal para lhe cravar na barriga, para lhe cravar nas costas!”, disse, dramático.

“Denúncia” de Youssef foi plantada no depoimento por “retificação”


Fernando Brito, Tijolaço  

"A Carta Capital percebeu e publicou em seu site as informações de uma pequena matéria de O Globo.

Seu conteúdo é estarrecedor e seu tamanho é escandalosamente minúsculo.
Diz que “investigadores da Operação Lava-Jato suspeitam que Youssef foi estimulado a fazer declarações sobre Dilma e Lula, numa manobra que teria, como objetivo, influenciar o resultado das eleições presidenciais”.

Youssef prestou depoimento terça-feira aos policiais. A partir daí, narra a matéria, passou-se o seguinte.

É a intolerância que atravanca o progresso


"Só um ignorante seria capaz de manifestar, sem o menor pudor ou vergonha, as diatribes e preconceitos pavorosos que foram publicados nas redes sociais contra o Bolsa Família – ou seja, contra os pobres –, contra os nordestinos e contra os petistas

Lula Miranda, Brasil 247

Quem já está aí pela faixa dos 40 anos, ou mais, certamente se lembra desse bordão que bem ilustrava na época o estereótipo de uma elite pretensamente culta e letrada, mas, em verdade, ignorante e corrupta: "É a ignorância que atravanca o progresso".

Esse bordão hoje, devidamente atualizado ou "repaginado", parece ceder lugar à sentença acima, que dá título a esse texto.

Nos dias que correm, mesmo depois de tantos investimentos em educação, distribuição de milhões de livros às escolas públicas do país e demais incentivos do governo federal, bem como também ações de alguns poucos governos estaduais e municipais mais progressistas, a "ignorância" continua sendo uma praga endêmica e um entrave ao pleno desenvolvimento do país.

Charge do Bessinha


DEM morreu. ACM Neto marca o enterro!

Altamiro Borges, Blog do Miro

'O senador Agripino Maia, presidente do DEM, levou uma surra no Rio Grande do Norte, mas continua rosnando valentia. Ele esbraveja que “não dará paz à presidenta Dilma”. É pura bravata. Sua legenda morreu nestas eleições e os demos rumam para o inferno – isto se o capeta permitir o ingresso. A única liderança que ainda sobrou neste partido moribundo, ACM Neto, prefeito de Salvador (BA), já anunciou que ele será extinto no próximo ano. Vale conferir o relato do jornalista Ilimar Franco, do insuspeito jornal O Globo, um dia antes do segundo turno:

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O DEM vai acabar

A cúpula do DEM vai acabar com o partido. Seus dirigentes avaliam, independentemente do resultado da eleição, que essa é a única maneira de sobreviver. Eles pretendem abrir negociação com dez partidos nanicos, que abrigam 24 deputados, para criar nova legenda. O DEM elegeu 22 deputados, e seus líderes imaginam chegar a 50. Esse caminho não é unânime. Há os que defendem se entregar nos braços do PSDB. “O DEM não vai mais existir como tal. Se Aécio ganhar, faremos uma fusão para crescer. Se Aécio perder, faremos uma fusão para sobreviver”, afirma Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador (BA).

O que Dilma quis dizer com “Não vai ficar pedra sobre pedra”

Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

Por volta das 19 horas de domingo, faltando uma hora para o TSE divulgar o resultado da eleição presidencial devido ao fuso horário que fez o Norte do país continuar votando enquanto as outras regiões já tinham encerrado a votação, sintonizei a Globo News. O semblante dos comentaristas já indicava que Dilma Rousseff fora reeleita.


 Comentei com a esposa que o semblante sobretudo de Merval Pereira era escandaloso. Mais escandaloso do que os dos colegas de bancada. Renata Lo Prete, Cristiana Lobo e Gerson Camarotti  ainda tentavam disfarçar o abatimento, pois, tal qual este que escreve, já sabiam que Dilma derrotara Aécio Neves. Merval, não. Exibia, despudoramente, sua tristeza."
Matéria Completa, ::AQUI::

Placar final de manchetes negativas: Dilma 702 X Aécio 56

Muda Mais


"Ao longo da campanha, falamos algumas vezes sobre o Manchetômetro. A ferramenta criada pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (Lemep) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) veio para explicitar o quanto a mídia é parcial no Brasil: ao longo da corrida eleitoral, Dilma Rousseff foi criticada 12,5 vezes mais que Aécio Neves – foram 702 manchetes negativas para a nossa presidenta reeleita, enquanto Aécio registrou apenas 56.

Na última semana antes da votação do segundo turno, quando a imprensa tentou a todo custo desestabilizar a candidatura de Dilma, publicando acusações mentirosas e mostrando nenhum compromisso com a verdade e com a democracia, foram em média três notícias negativas diárias para Dilma e menos de uma para Aécio. A média dos jornalões, em determinado momento da campanha, era de criticar Dilma 14 vezes antes de tecer um único comentário negativo dirigido a Aécio Neves. Ao longo de uma semana, o Jornal Nacional teve 16 reportagens negativas para Dilma e apenas uma para Aécio.

Nem mesmo a falta de água em São Paulo, gerada pela má gestão tucana no estado, parece ser pauta para a mídia. Os escândalos ligados ao PSDB apareceram, durante a campanha do segundo turno, 50 vezes nos jornais; os ligados ao PT, 122 vezes – mais que o dobro. Tamanha parcialidade da mídia tradicional prejudica o processo democrático – ainda mais quando as grandes redes de comunicação se escondem sob um manto de imparcialidade. Agora, com todos esses números escancarados pelo Manchetômetro, a regulação dos meios de comunicação se coloca como uma pauta urgente para o segundo mandato de Dilma, em nome da defesa da democracia."

ManchetômetroUerjdilmaAécio

Derrotada nas eleições, mídia troca golpismo por lobismo, por ora

Votação mais expressiva no segundo turno não é suficiente para fazer a oposição mais forte
"Imprensa corporativa conseguiu no primeiro turno impedir o avanço das forças progressistas no Legislativo, mas no segundo turno perdeu. Há ainda uma tentativa de valorizar a oposição acima da real correlação de forças

Helena Sthephanowitz, RBA / Blog da Helena

A grande derrotada nas eleições presidenciais foi a mídia tradicional, seguida pelos bancos privados. A imprensa corporativa, patrocinada por estes bancos, passou anos doutrinando o brasileiro a se afastar da luta política, a criminalizar movimentos sociais, a ver a política apenas como sinônimo de corrupção e não como instrumento de transformação da realidade, a que todo cidadão deve se engajar de alguma forma, nem que seja apenas votando com consciência política.

O truque é simples: o povo é induzido a odiar a política e desiste da luta pelo poder popular, então a classe dominante ocupa o poder com seus candidatos manietados.