27 abril 2015
Podemos: radiografia de um desafio à velha política
"Um partido-movimento pós-capitalista sacode a Europa. Que ideias o inspiram. Como se comunica e organiza. Quais suas contradições. Que fará se chegar ao governo
Por Gilles Tremlett, no The Guardian | Tradução: Inês Castilho / Outras Palavras
No início do ano acadêmico de 2008, Pablo Iglesias, um professor de 29 anos com um piercing na sobrancelha e um rabo de cavalo, cumprimentou seus alunos na faculdade de Ciências Políticas da Universidade Complutense, em Madri, convidando-os a se manter em suas cadeiras. A ideia era reencenar uma cena do filme Sociedade dos Poetas Mortos. A mensagem de Iglesias era simples. Seus alunos estavam ali para estudar o poder, e os poderosos podem ser contestados. Essa manobra era típica dele. Política, pensava Iglesias, não era algo a ser apenas estudado. Era alguma coisa que ou você fazia, ou deixava os outros fazerem por você. Como professor, ele era esperto, hiperativo e – fundador de uma organização universitária denominada Contra-Poder – ligeiro no apoio a protestos dos estudantes. Não cabia no perfil clássico de intelectual doutrinário da esquerda espanhola liderada pelos comunistas. Mas tinha clareza sobre quem culpar pelas enfermidades do mundo: o capitalismo irrestrito, globalizado que, na esteira de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, havia se instalado como ideologia dominante do mundo desenvolvido.
Iglesias e alunos, ex-alunos e acadêmicos da faculdade deram duro pra espalhar suas ideias. Produziram shows políticos de televisão e colaboraram com seus heróis latino-americanos – líderes populistas de esquerda tais como Rafael Correa do Equador ou Evo Morales da Bolívia. Mas quando eles lançaram seu próprio partido político, em 17 de janeiro de 2014, e o denominaram Podemos, muitos desacreditaram. Sem dinheiro, estrutura nenhuma e poucas diretrizes concretas, parecia mais um partido anti-“austeridade” raivoso destinado a desaparecer em meses."
Matéria Completa, ::AQUI::
A hora é agora: 6ª feira, 1º de Maio de 2015
"A
mobilização contra o avanço conservador já não pode tardar. Nada é mais
importante do que agigantar a força das manifestações neste 1º de Maio. A
hora é agora
Saul Leblon, Carta Maior
Uma semana antes deste 1º de Maio de 2015, 79% da bancada do PSDB na
Câmara e uma proporção exatamente igual do PMDB votaram pelo desmonte
dos direitos trabalhistas no Brasil. À petulância conservadora o PT
respondeu com 100% dos votos em defesa da CLT, assim como o PSOL e
a bancada dos representantes do PCdoB.
O cálculo do cientista André Singer encerra grave advertência e uma incontornável convocação.
O cálculo do cientista André Singer encerra grave advertência e uma incontornável convocação.
Sheherazade e a arte de cavar pênalti para sair como vítima da “censura bolivariana”
![]() |
| Ela |
"Rachel Sheherazade cavou um pênalti no SBT. Na quinta-feira, ela bufou depois de uma matéria sobre adolescentes que transavam em bailes funk. De acordo com o colunista de TV Flávio Ricco, foi chamada para uma conversa com o diretor de jornalismo, Marcelo Parada, que teria lhe pedido que parasse de fazer “caretas”.
Saiu da sala do chefe avisando que ia procurar Silvio Santos. A emissora nega o “assédio moral”. Numa entrevista ao site Notícias da TV, Rachel falou o seguinte:
“Sou uma profissional, uma mulher de respeito, que exige respeito em suas conversas e não se submete a qualquer intenção de assédio moral. O Parada me informou que eu não poderia mais fazer ‘caretas’. Corrigi-o. Disse-lhe que não faço caretas no ar, mas uso minhas expressões faciais, assim como meu gestual, para interpretar a informação ou para exprimir minhas emoções. Não sou uma máquina. Sou uma pessoa sensível e transparente. Não escondo o que sou, o que penso nem o que sinto”, informou por e-mail.
Dilma diz que terceirização precisa ser "equilibrada" e garantir impostos
Do GGN
"A presidente Dilma Rousseff disse que a criação de uma lei para regular o trabalho terceirizado é importante, mas que ela não pode ser viabilizada se livrar de empresas de pagas impostos ou ferir direitos sociais e trabalhistas conquistados nos últimos anos. Dilma falou dobre o PL 4330, aprovado recentemente pela Câmara Federal, em passagem por Santa Cantarina, nesta segunda-feira (27).
Para a presidente, a terceirização tem de estar "ancorada" em duas exigências. "De um lado, o pagamento de impostos, porque não podemos virar um país em que ninguém paga o imposto. No caso da pejotização, ou seja, transformar em pessoas jurídicas todos os integrantes de uma empresa, não haveria pagamentos de impostos, principalmente contribuições previdenciárias", alertou. A segunda exigência é reconhecer a importância de ter uma legislação que respalde o trabalhor terceirizado, sem "eliminar a diferença entre atividades fim e atividades meio".
Desenhando, para até o pessoal do complexo de vira-latas poder entender
Fernando Brito, Tijolaço
A ilustração que retirei do Facebook da comunidade Planeta Fascinante é daquelas que quase dispensam legenda.
Ainda assim, é só olhar quem são os países que somam território, população e riqueza econômica.
Os cinco que ocupam a área de intersecção dos três conjuntos.
A ilustração que retirei do Facebook da comunidade Planeta Fascinante é daquelas que quase dispensam legenda.
Ainda assim, é só olhar quem são os países que somam território, população e riqueza econômica.
Os cinco que ocupam a área de intersecção dos três conjuntos.
A Petrobras eo "domínio do boato"
Mauro Santayana, Blog: Mauro Santayana
"Os jornais foram para as ruas, na última semana, dando como favas contadas um prejuízo de 6 bilhões de reais na Petrobras, devido a casos de corrupção em investigação na Operação Lava a Jato. Seis bilhões de reais que não existem. E que foram colocados no “balanço”, como os bancos recorrem, nos seus, a provisões, por exemplo, para perdas com inadimplência, que, quando não se confirmam, são incorporadas a seus ativos mais tarde.
"Os jornais foram para as ruas, na última semana, dando como favas contadas um prejuízo de 6 bilhões de reais na Petrobras, devido a casos de corrupção em investigação na Operação Lava a Jato. Seis bilhões de reais que não existem. E que foram colocados no “balanço”, como os bancos recorrem, nos seus, a provisões, por exemplo, para perdas com inadimplência, que, quando não se confirmam, são incorporadas a seus ativos mais tarde.
Não há - como seria normal, aliás, antes de divulgar esse valor - por trás destes 6 bilhões de reais, uma lista de contratos superfaturados, dos funcionários que participaram das licitações envolvidas, permitindo que se produzissem as condições necessárias a tais desvios, dos aditivos irregularmente aprovados, das contas para as quais esse montante foi desviado, dos corruptos que supostamente receberam essa fortuna.
Até aonde vai poder paralelo de Cunha e Gilmar?
Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho
"Foi uma semana de muito futebol na televisão, esta que passou. Como meu time, o São Paulo, já foi eliminado do Paulistinha, pude acompanhar neste domingo vários jogos sem ficar nervoso nem me irritar, só pelo prazer de ver o esporte mais popular do mundo.
Depois de assistir a algumas partidas da Liga dos Campeões da Europa durante a semana e os melhores momentos das finais dos campeonatos estaduais brasileiros, confesso que me deu vontade de chorar. É covardia. Parece até que o futebol daqui e o de lá são esportes diferentes. Lá, se joga sempre para a frente, em busca do gol; aqui, para os lados ou para trás.
Como já dizia o velho Parreira, gol no futebol brasileiro é detalhe _ um detalhe cada vez mais raro. Pelos resultados, dá para se ter uma ideia da pobreza das finais nos principais Estados. Em São Paulo, o Palmeiras ganhou do Santos por 1 a 0, mesmo placar da vitória do Vasco contra o Botafogo, no Rio. Em Minas, com Atlético e Caldense, e no Rio Grande do Sul, com o Gre-Nal de sempre, os jogos terminaram 0 a 0.
Imagens da "descomemoração" da Globo
Da revista Fórum
"Neste domingo (26), dia em que a Rede Globo completa 50 anos, movimentos sociais realizaram atos em pelo menos três grandes cidades brasileiras. O objetivo era claro: “descomemorar” a data. De tentativa de fraudar eleições a sonegação fiscal, as razões para tal são inúmeras.
Se na última semana o Jornal Nacional exibiu uma retrospectiva sobre o jornalismo da emissora, que a exaltou de todas as formas e tentou colocá-la como vítima - e não fiel apoiadora - da ditadura militar, os movimentos se articularam para denunciar todos os “podres” cometidos pela Globo em seu meio século de vida (para lembrar alguns, clique aqui).
Confira imagens de algumas dos protestos:
São Paulo
Ato caminhou para a sede da Rede Globo, na zona sul de São Paulo.
"Neste domingo (26), dia em que a Rede Globo completa 50 anos, movimentos sociais realizaram atos em pelo menos três grandes cidades brasileiras. O objetivo era claro: “descomemorar” a data. De tentativa de fraudar eleições a sonegação fiscal, as razões para tal são inúmeras.
Se na última semana o Jornal Nacional exibiu uma retrospectiva sobre o jornalismo da emissora, que a exaltou de todas as formas e tentou colocá-la como vítima - e não fiel apoiadora - da ditadura militar, os movimentos se articularam para denunciar todos os “podres” cometidos pela Globo em seu meio século de vida (para lembrar alguns, clique aqui).
Confira imagens de algumas dos protestos:
São Paulo
Ato caminhou para a sede da Rede Globo, na zona sul de São Paulo.
Bendine tira a Petrobras das garras do Globo
"Nenhuma empresa sob a mira furiosa do Moro opera no pré-sal.
Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada
Depois de tirar a Petrobras das garras do Moro, Aldemir Bendine tirou a Petrobras das garras do Globo.
O Globo escalou quatro (quatro !) repórteres para entrevistar o Bendine e destruir a Petrobras.
Quatro !
Os quatro saíram tosquiados.
Bendine afirmou (não exatamente nas palavras que se seguem), nesse domingo 26/04:
- Vai trabalhar para capacitar novos fornecedores que substituam os alvejados pelo Moro;
Contra o silêncio de Dilma
"A tribuna histórica do 1o de Maio representa uma chance rara para a presidenta condenar a terceirização e se reconciliar com os brasileiros que garantiram a reeleição e podem dar sustentação real a seu governo
Paulo Moreira Leite, Blog: Paulo Moreira Leite
A notícia de que Dilma Rousseff decidiu recolher-se a um silêncio obsequioso no 1º de Maio é preocupante.
Mais do que nunca, em 2015 ela deve uma palavra em defesa dos trabalhadores brasileiros.
A maioria da população, que precisa do salário e outras garantias para pagar as contas do fim do mês, encontra-se, desde o início do ano, sob uma ameaça angustiante sobre suas vidas e seu futuro.
Em curso no Congresso, o projeto de Lei 4330 ameaça arrombar as principais garantias trabalhistas previstas pela CLT, para permitir a contratação de todo tipo de empregado como terceirizado, mesmo aqueles que executam as atividades-fim numa empresa.
O PSDB e o perigoso caminho do golpe institucional, por Aldo Fornazieri
Aldo Fornazieri, GGN
"De acordo com o noticiário da imprensa, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio, deverá formalizar nesta semana o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Trata-se da proposição de um golpe institucional, pois não há um fato objetivo que justifique o impeachment. Nem mesmo lideranças tucanas como Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e José Serra julgam que o pedido encontra uma justificativa razoável. Desta forma, mesmo que o instrumento do impeachment seja previsto constitucionalmente não suficiente para torná-lo legítimo, pois carece de fundamento real.
O caminho do golpe institucional é perigoso e irresponsável. Perigoso, porque poderá mergulhar o Brasil não só numa crise institucional, mas também numa convulsão social. Se é verdade que hoje a maior parte da sociedade é favorável ao impeachment, é verdade também que existem importantes forças sociais e políticas organizadas que são contrárias. Estas forças, certamente, se mobilizarão na defesa da democracia e contra o golpe institucional. Desta forma, o processo de impedimento da presidente resvalará para fora do Congresso, ganhando as ruas. Com o ambiente político já radicalizado, os confrontos serão inevitáveis.
Delator do Swissleaks diz que quer ajudar o Brasil
"Hervé Falciani, engenheiro que vazou dados do HSBC na Suíça, diz que pretende colaborar com as investigações sobre correntistas brasileiros suspeitos de evasão fiscal: “Precisamos de um contato oficial da administração brasileira. A partir desse contato, nós vamos ajuda-los”; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está na França para investigar caso
Brasil 247
Delator do chamado caso Swissleaks, o engenheiro Hervé Falciani, que vazou dados do HSBC na Suíça, diz que pretende colaborar com as investigações sobre correntistas brasileiros suspeitos de evasão fiscal:
“Precisamos de um contato oficial da administração brasileira. A partir desse contato, nós vamos ajuda-los”, disse ele em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’. Falciani já colabora com países como Islândia, Índia e Argentina.
O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e o Secretário Nacional de Justiça (SNJ), Beto Ferreira Martins Vasconcelos, embarcaram para a França em busca de dados sobre o caso. O governo francês possui uma base de dados do caso, que foi entregue por Falciani."
26 abril 2015
#GloboGolpista50anos: O povo não é bobo …
"O Levante jogou tinta vermelha na fachada da Rede Globo.
"Levante realiza escracho na fachada da Globo em Brasília
Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada
No dia em que a Rede Globo comemora os 50 anos de sua fundação, os movimentos sociais foram às ruas para descomemorar a data. Foram registrados atos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em Brasília, o Levante Popular da Juventude jogou tinta vermelha na fachada da Rede Globo. O escracho aconteceu em memória das vítimas da Ditadura, que a emissora apoiou politicamente, deu sustentação ideológica e ganhou benefícios econômicos.
O ato em Brasília contou com a participação de 500 pessoas, e teve apoio do MST, do movimento democratização da comunicação, diversos sindicatos e entidades estudantis.
"Levante realiza escracho na fachada da Globo em Brasília
Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada
No dia em que a Rede Globo comemora os 50 anos de sua fundação, os movimentos sociais foram às ruas para descomemorar a data. Foram registrados atos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em Brasília, o Levante Popular da Juventude jogou tinta vermelha na fachada da Rede Globo. O escracho aconteceu em memória das vítimas da Ditadura, que a emissora apoiou politicamente, deu sustentação ideológica e ganhou benefícios econômicos.
O ato em Brasília contou com a participação de 500 pessoas, e teve apoio do MST, do movimento democratização da comunicação, diversos sindicatos e entidades estudantis.
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