02 agosto 2015

Charge do Bessinha


O fascismo não chegará. Ele já está


"Não é preciso que algum facínora suba a rampa do Palácio do Planalto para que o fascismo chegue no Brasil: ele já está. 

Alberto Kopittke, Carta Maior

Observação inicial: escrevo esse texto “inspirado” pelo vídeo de um jovem que agoniza baleado no chão sendo xingado e que está disponível na minha página do Facebook. O vídeo possui centenas de comentários de apoio e celebração.

O fascismo não é a chegada de um líder de massas ou um Partido, com um projeto totalitário ao poder. Ele é antes de tudo um estado de espírito da sociedade.

As imagens de Hitler e dos campos de concentração têm a importância fundamental de nos alertar até onde uma sociedade pode chegar, independente do seu chamado “grau de desenvolvimento” cultural. No entanto, essas imagens fortíssimas de seres humanos sendo exterminados em massa acabam por encobrir as formas menos “agudas” dessa faceta do comportamento humano.

A charge de Laerte sobre como a mídia está tratando o atentado contra o Instituto Lula

"No momento em que a imprensa minimiza o atentado contra o Instituto Lula, Laerte produziu a charge abaixo.

 Via DCM

Bomba contra Lula atiça vândalos das redes sociais


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"Mais graves do que os estragos na porta da garagem causados pela bomba caseira lançada contra o Instituto Lula na noite de quinta-feira, foram as reações de alguns vândalos midiáticos nas redes sociais.

Assim que a notícia foi divulgada no dia seguinte, os blogueiros black blocs, empenhados em convocar a população para os protestos do dia 16 de agosto, desandaram a disparar novos ataques virtuais contra o ex-presidente Lula.

Merval e o ovo da serpente


Miguel do Rosário, Tijolaço 

"Trecho de coluna de Merval de hoje nos faz lembrar o terrível filme de Ingmar Bergan, O Ovo da Serpente, sobre os primeiros sinais de nazismo na sociedade alemã.

PROVOCAÇÃO

Por mais que os petistas e seus apaniguados nas redes sociais queiram transformar em grave ato terrorista a bomba caseira que atingiu a sede do Instituto Lula em São Paulo, é preciso ter cautela para caracterizá-lo dessa maneira. O filme da explosão, feito por uma câmera de segurança, é impactante. Mas quando se vê o resultado do “atentado”, a sensação é de que o teor explosivo do artefato era mínimo.

Jean Wyllys: A ‘sede de vingança’ de Eduardo Cunha é um perigo para o Brasil

Eduardo Cunha
Jean Wyllys postou no facebook um trecho de uma entrevista que deu para a revista Fórum. O tema é Eduardo Cunha:

“Se Cunha não for afastado da presidência, tudo continuará igual, ou talvez pior, porque desde a acusação do delator, Cunha está com sede de vingança. A lógica dele é usar o parlamento como ferramenta de chantagem para conseguir o que ele quer, pressionando um governo que está cada dia mais débil — por seus próprios erros, pela crise econômica e pela pressão crescente dos seus inimigos.

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E, infelizmente, o governo tem reagido às chantagens cedendo cada vez mais. Temo que a agenda reacionária aumente. O deputado que foi relator da redução da maioridade penal declarou dias atrás ao jornal britânico The Guardian que, no futuro, o Brasil terá que reduzir de novo a idade penal de 16 para 14, e depois para 12. E ele disse que, em algum momento, vamos poder saber se uma pessoa que está sendo gestada, um embrião, pode ser um criminoso no futuro, e poderá ser abortada para impedi-lo.

Quando eu li, achei que fosse matéria do Sensacionalista, mas era real. É uma maluquice tão grande que não dá para acreditar. E olha a contradição: eles são contra a legalização do aborto, porque acham que a mulher não deve ter direito a decidir, mas se for o estado penal quem decidir, porque num delírio distópico futurista podemos saber que esse bebê um dia será um “criminoso”, então o aborto está certo. Eu acho que nem George Orwell conseguiria prever o que está acontecendo no parlamento brasileiro…”

01 agosto 2015

Charge do Bessinha


Jornais tentam minimizar importância de ataque


Brasil 247

"É notável o empenho dos veículos de comunicação em minimizar a importância do ataque a bomba contra o Instituto Lula. A gravidade do fato não está na qualidade ou potência do artefato explosivo e sim na sua natureza, na expressão de ódio e intolerância para com a corrente política que o ex-presidente da República representa.

Mas os jornais preferiram, todos, destacar a expressão “bomba caseira”. Feita em casa ou numa fábrica, dá no mesmo. Foi lançada por razões políticas. A mão que a atirou não o fez para roubar, arrombar o prédio ou por qualquer outra motivação. A bomba foi atirada com o que Lula representa.

BNDES denuncia manipulação da revista Época


"Nota do banco afirma que o veículo "manipula grosseiramente informações para tentar lançar suspeitas sobre o BNDES em negócios com os quais o Banco não tem qualquer relação"; Miguel do Rosário, do Cafezinho, alerta "contra a campanha de mentiras que vem por aí"; "A mídia brasileira age em bando, como hienas. Se há um alvo, todos seguem a mesma pauta, o que denuncia a existência de um cartel", diz ele

Brasil 247

 Um texto publicado no Facebook do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) critica a publicação da revista Época intitulada "Os 2 milhões da montadora Caoa para o operador de Pimentel". Conforme o texto, a revista "manipula grosseiramente informações para tentar lançar suspeitas sobre o BNDES em negócios com os quais o Banco não tem qualquer relação". "A reportagem não se sustenta, simplesmente porque o BNDES não concedeu financiamento para a Caoa", diz a postagem.

O que aconteceria com a Veja se ela cometesse seus crimes nos Estados Unidos?

Nenhum compromisso com os fatos
Paulo Nogueira, DCM

"Foi anunciada hoje a demissão do diretor de redação da Rolling Stone americana, Will Dana.

O motivo foi o erro monumental da revista ao dar uma matéria sobre um pretenso estupro grupal sofrido por uma aluna da Universidade de Virgínia.
A reportagem teve uma repercussão instantânea e extraordinária.

A universidade e seus dirigentes foram imediatamente vítimas de manifestações furiosas porque, segundo o relato, foram omissos ao lidar com o caso.
O problema é que logo os fatos mostraram que o artigo da RS tinha enormes buracos. Tinha se baseado, essencialmente, numa fonte – a alegada vítima.

Para entender o jogo do impeachment e o caso Catta Preta


Luis Nassif, GGN

O factoide protagonizado pela advogada Beatriz Catta Preta é significativo para se entender a próxima etapa do jogo do impeachment.

Beatriz trabalhava no escritório do ex-procurador, ex-desembargador Pedro Rotta, já falecido. Uma breve pesquisa na Justiça Federal indicará que Rotta provavelmente foi o recordista na concessão de habeas corpus para grandes traficantes. Uma breve investigação sobre os bens que ficaram em nome da viúva mostrará parte da sua carreira jurídica.

Como procurador, Rotta foi transferido para São Paulo por Golbery do Couto e Silva para resolver os problemas do Banco Cidade com a justiça. Posteriormente, tornou-se desembargador do TRF3. Foi através do escritório de Rotta que Beatriz conheceu seu futuro marido, processado por falsificação de dólares.

Dilma diz que 'intolerância' motivou ataque a bomba


"Presidente Dilma Rousseff também condenou o ataque realizado contra o Instituto Lula na noite de quinta-feira, 30, no Ipiranga, zona sul de São Paulo; para Dilma, o ataque é inaceitável; "A intolerância é o caminho mais curto para destruir a democracia", disse a presidente em suas contas no Facebook e no Twitter; "Jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro", acrescentou; a demonstração de ódio político contra o ex-presidente Lula foi condenada por diversas autoridades do governo e do PT; para o presidente do partido, Rui Falcão, o ataque é fruto de setores que insistem em propagar o golpismo, o ódio e ideias conservadoras; somente neste ano, dois diretórios regionais da legenda foram alvo de violência em São Paulo

Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff condenou o ataque realizado contra o Instituto Lula na noite de quinta-feira, 30, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Para Dilma, o ataque é inaceitável.

"A intolerância é o caminho mais curto para destruir a democracia", disse a presidente em suas contas no Facebook e no Twitter. "Jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro", acrescentou.

31 julho 2015

Charge do Bessinha


Ataque a Lula: Secretaria de Segurança de SP divulga hipótese irresponsável


Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

"As imagens das câmeras de segurança do Instituto Lula contam uma história bem diferente da que está ensaiando a Secretária tucana de Segurança de São Paulo, com sua preocupante hipótese sobre a natureza do ataque à entidade.

A Secretaria paulista diz que já determinou a abertura de investigação e a realização de perícia pela Polícia Civil, mas apresentou uma “suspeita inicial”: não se trata de um crime político, mas de “ação de baderneiros”.

Ora, ora… Mas de onde é que a Secretaria tucana tirou essa hipótese?

Certamente não foi do vídeo que o instituto Lula divulgou, pois este conta uma história bem diferente. Sugiro ao leitor que assista, abaixo, mesmo que já tenha assistido antes."


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Matéria Completa, ::AQUI::

O atentado terrorista contra o Instituto Lula é filho da permissividade com que manifestações de ódio vem sendo tratadas no Brasil

Marcello Reis, do Revoltados Online, é um dos propagadores do ódio e da violência
Paulo Nogueira, DCM

"O atentado terrorista contra o Instituto Lula é filho da permissividade com que manifestações de ódio vem sendo tratadas no Brasil.

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A impunidade leva a novos degraus.

Primeiro você xinga, calunia, massacra nas redes sociais. Depois, começa a jogar bombas.

O Brasil tem que adotar uma política de tolerância zero com o ódio.

Em Nova York, nos anos 1990, o então prefeito Michael Bloomberg revolucionou o combate à criminalidade com a adoção da tolerância zero.

O ataque a Lula: o ódio das bombas foi precedido pelo ódio das palavras em revistas e blogs

Lula não está sozinho: não brinquem com a democracia.
Rodrigo Vianna, escrevinhador


Na história da humanidade foi sempre assim: o ódio das bombas é precedido pelo ódio das palavras.

O Instituto Lula, em São Paulo, acaba de ser atacado por uma bomba caseira, lançada durante a noite. Percebam a gravidade da situação. Imaginem um Instituto Clinton, ou Instituto Chirac, ou ainda o Instituto FHC atacado de forma violenta. Um escândalo. Um ataque à democracia.

No entanto, é preciso colocar o guizo no gato: a bomba demente foi precedida pelo ódio disseminado há anos e anos, por blogueiros, colunistas e revistas que se transformaram em panfletos do ódio e da mentira.
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